Relato da paciente Laura Henriques - REDE MATER DEI DE SAÚDE

Relato da paciente Laura Henriques

A Rede Mater Dei de Saúde trabalha para garantir a satisfação dos seus clientes por meio da segurança assistencial, fluxo e protocolos bem definidos e atendimento humanizado. Por isso, quando recebemos depoimentos como o relatado a seguir, nos impulsiona a cumprir a nossa missão: "Compromisso com a Qualidade pela Vida". Confira!

"Olá, equipe do Mater Dei! 

Estou aqui na minha nova vida de mãe, esta espécie de gente que não dorme e, finalmente, achei o tempo de que precisava para mandar o email que está na minha cabeça há quase dois meses. De toda forma, prometi a mim mesma que não chegaria a 2017 sem mandar esta mensagem... logo, aos 45 min do segundo tempo, estou cumprindo minha promessa.

Em princípio, fiquei na dúvida se deveria escrever, mas pensei que o mundo precisa de pessoas com o coração mais leve e é o que estou tentando ser.

Este email, hoje, é para agradecer ao Mater Dei, por tudo.

No ano passado, grávida de gêmeos, entrei em trabalho de parto prematuro, com 24 semanas de gestação e, infelizmente, meus bebês nasceram, apressados, e também apressadamente viveram, me deixando antes de eu conseguir entender tudo o que havia se passado. Ser mãe é uma experiência maluca e avassaladora e não existe "ex-mãe". Uma vez tendo sido, a gente acaba sendo pra sempre...

Esta volta toda pra falar que, este ano, quando fui surpreendida por uma nova gravidez (desta vez sem tratamentos), muitas pessoas me perguntaram: "você vai mudar de médico? E o bebê, você não vai ter coragem de ter de novo no Mater Dei, vai?" 

A única coisa que me vinha à cabeça era a resposta que eu dei para todas essas pessoas: vou continuar com meu médico e farei tudo que puder no Mater Dei, porque, com o que passei, sei que as coisas aconteceram do melhor jeito, porque eu estava super bem assistida e cuidada, assim como meus bebês.

Sabe, quando uma 'tragédia' assim acontece com a gente, é muito fácil  começar a buscar culpados. Sendo advogada, vejo pessoas, às vezes, judicializando e capitalizando alguns acontecimentos que são verdadeiras fatalidades, como se alguém pudesse ter uma vida imune a percalços. 

Já há algum tempo, tenho preferido pensar de maneira oposta a esta, e quero enxergar anjos e heróis e não caçar vilões. E como heróis (e com o coração inundado de gratidão) é que guardo todas as pessoas que estiveram comigo no nascimento dos gêmeos, a começar pelo porteiro da madrugada que providenciou uma cadeira de rodas para mim, passando pela drª Adriana Ribeiro, plantonista que foi tão comprometida, drª Amaryllis, a pediatra que me apresentou ao meu Gustavo, com seus 32 centímetros e 630 gramas, o dr Henrique Ruiz, anestesista que tinha sido meu colega de colégio e cujo rosto familiar foi o conforto e segurança que eu precisava naquela hora, a equipe de enfermagem, bem como, depois, todos os pediatras e equipe da UTI neonatal, capitaneada pela Drª Ana.  

Em todos os momentos, vi o cuidado e o respeito com que me trataram, o carinho com que fazem seu trabalho e esta percepção me faz seguir em frente com a alma mais leve: sei que todos os recursos possíveis foram empregados e, se os pequenos não estão em meu colo hoje, é porque era assim que tinha que ser.

Saber que fui extremamente bem atendida me dá esta força: eu não tenho motivos para pensar "se eu estivesse num hospital melhor, o desfecho seria outro". Pelo contrário, penso: eu estava no melhor hospital, com a melhor equipe e fizemos (eles e eu) tudo o que era possível. Claro que ninguém quer ser acordado de madrugada por um telefonema avisando que seu bebê se foi, mas mesmo nesse momento tão difícil, triste e desafiador, fui tratada com tanta delicadeza e respeito, que só posso agradecer. Se não deu certo (e é tão complexo saber o que é "dar certo", principalmente agora que tenho o Roberto no colo e penso que ele não existiria se as coisas tivessem sido diferentes ano passado, outra viagem da minha cabeça) é porque Deus, em quem acredito muito, preferiu assim (e, nessas surpresas da vida, resolveu deixar que eu engravidasse, sem nenhum tratamento, exatos 4 meses depois de ter ganhado meus primeiros filhos).

Voltei ao Mater Dei durante toda esta nova gestação: para fazer uma cerclagem, para ser atendida num início de trabalho de parto prematuro e, finalmente, para ganhar o meu bebê, e só tenho memórias felizes destas experiências. Inclusive, ao ser atendida no dia do início do trabalho de parto, a enfermeira me reconheceu (ela estava de plantão também quando os gêmeos nasceram) e me disse: "sabia que mudamos o procedimento por sua causa? Agora temos (não vou lembrar o que ela disse) nesta sala!" E fiquei muito feliz, porque é sinal de que vocês estão sempre se aprimorando. 

Não conheci o fundador do hospital, nem sei se foi ele quem deu o nome da instituição, mas, por eu ser também formada em Letras, reparo nas palavras.  Acho bonito perceber que ele e  a família que formou escolheram se dedicar, primeiramente, à maternidade, às mães (afinal, são muitos ginecologistas e obstetras, não são?) e este caminho está no nome: Mater Dei, que é, em latim, mãe de Deus, representa muito. A mãe de Deus é aquela que, acredito eu, olha por todos, especialmente por nós, gestantes e mães. E assim me senti todas as vezes que estive sob seus cuidados: olhada e acompanhada com uma atenção muito profissional e competente, mas muito carinhosa, respeitosa e afetiva também, como é o zelo de uma mãe por seus filhos. Esta cultura é perceptível na equipe e nos detalhes do atendimento e nos deixa, pacientes (muitas vezes impacientes que somos), mais tranquilos.

Para concluir, este email é apenas um muito obrigada, também como mãe (da Isabel, do Gustavo e do Roberto) pelo trabalho de vocês, tão importante em momentos cruciais da minha história, da minha vida. 

Aproveito para desejar que o 2017 seja incrível, cheio de conquistas, amor, alegrias e, como não pode nunca deixar de ser, saúde também!"

Laura Henriques
E-mail enviado à diretoria do Hospital no dia 14 de janeiro de 2017


Publicado em: 17/01/2017

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