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Congelamento de óvulos se torna opção em tempos de pandemia

Com a pandemia da Covid-19, muitas mulheres adiaram o grande sonho da gestação devido aos medos e à insegurança que a doença proporciona. 
 
Mesmo com a vacinação em andamento, o receio ainda é grande para muitas mulheres, principalmente para aquelas que não têm previsão de quando serão vacinadas. Por esse motivo, a Reprodução Humana se tornou uma aliada e, em especial, o congelamento de óvulos tem chamado a atenção e se transformado em uma opção. 
 
Segundo dados atualizados, no último ano, após o início da pandemia, muitas mulheres buscaram clínicas especializadas em reprodução assistida com o intuito de preservar a fertilidade por criopreservação dos óvulos e, assim, planejar uma gestação no futuro. O crescimento gira em torno de 50% na procura por esse tipo de procedimento, o que tem chamado a atenção dos especialistas.
 
O congelamento de óvulos é uma tentativa de preservar a fertilidade futura da mulher, tendo em vista que a fecundidade diminui durante o período reprodutivo, principalmente devido à atresia contínua dos ovócitos e uma perda da qualidade dos mesmos. Isso acontece naturalmente ou pode ser acelerado por algumas doenças como endometriose, cirurgias ginecológicas, doenças autoimunes e câncer. 
 
Portanto, o procedimento é indicado em situações onde prevê-se que a fertilidade pode ficar comprometida de uma forma mais acelerada, como em fatores sociais, pela necessidade em adiar a maternidade, ou relacionado a doenças, sendo elas oncológicas ou não. 
 
A coordenadora do Centro de Reprodução Humana da Rede Mater Dei de Saúde, a médica Rívia Lamaita, explica que não há idade mínima para o procedimento, mas é recomendado que a idade máxima seja até os 42 anos. Porém, a partir dos 37 anos, a eficácia do procedimento pode ser comprometida, devido à qualidade dos óvulos, e a decisão sobre o congelamento deverá ser discutida e avaliada com o especialista em infertilidade.
 
Por estes motivos, a coordenadora reforça a importância do planejamento reprodutivo consciente: “A mulher deve discutir com seu médico a idade ideal para uma primeira gestação e o número de filhos que deseja ter. Se a ideia é ter mais de um filho, o ideal é programar a primeira gestação antes dos 35 anos e não adiar para além dos 42, quando os riscos podem superar os benefícios. Mesmo o óvulo sendo mais jovem, o organismo tem de estar bem como um todo para gerar uma criança”, diz a médica.
 
Afinal, como é realizado o congelamento dos óvulos?
 
O congelamento de óvulos possibilita adiar a gravidez sem precisar se preocupar com a perda natural da reserva ovariana. Essa é uma técnica segura e altamente tecnológica em que, após um ciclo de estimulação ovariana, os gametas femininos maduros são coletados e inicia-se um processo de criopreservação. Os óvulos recebem uma aplicação de nitrogênio líquido, que os congela em uma temperatura de até -196º C, conservando assim a estrutura dos óvulos e o material genético neles contidos.
 
Depois, quando a mulher quiser engravidar, o óvulo é descongelado e passa por uma Fertilização In Vitro, com o esperma do parceiro ou de um doador anônimo. Depois que o embrião se desenvolve em laboratório por alguns dias, ele pode ser transferido para o útero. 
É importante ressaltar que, quando se congela um óvulo, está sendo congelada uma possibilidade de gravidez futura e não a garantia de um filho. Mesmo com os óvulos congelados, a chance de gravidez não é 100%. O que definirá a chance da gestação será a idade na qual o óvulo foi criopreservado. Ou seja, quanto mais jovem a mulher, melhores serão as chances de gravidez. A mulher pode congelar quantos óvulos ela desejar, desde que esteja dentro do período fértil orientado e se sinta saudável.
 
Centro de Reprodução Humana da Rede Mater Dei
 
O Centro de Reprodução Humana da Rede Mater Dei é constituído com o que há de mais avançado em tecnologia de reprodução assistida e conta com corpo clínico especializado.
 
A sala exclusiva de procedimentos, dentro do ambiente cirúrgico, com acesso direto ao laboratório, permite a execução de todo tipo de técnica necessária para o sucesso no tratamento. Tudo de acordo com as normas de segurança recomendadas para o atendimento, além da discrição e privacidade, para oferecer mais atenção e cuidado aos pacientes.
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Mês Mundial da Conscientização da Infertilidade
 
O mês de Junho é marcado pelo mês Mundial da Conscientização da Infertilidade, que tem como objetivo informar as causas deste problema e as possibilidades de tratamento. A infertilidade ainda é um tema cercado por mitos e tabus, por isso a campanha é tão importante, pois ela visa educar a sociedade sobre esta questão que afeta pelo menos um em cada cinco casais no mundo todo. 

Os fatores responsáveis pela infertilidade na mulher podem estar associados a idade, síndrome dos ovários policísticos, problemas nas trompas ou tubas uterinas, desequilíbrios hormonais, endometriose entre outros. Porém, estudos apontam que em 30% dos casais com dificuldades para engravidar, o problema de fertilidade pode estar no homem e, em 20% deles, o problema está no homem e na mulher simultaneamente. 

Além de fatores de saúde ou genéticos, muitas doenças sexualmente transmissíveis podem levar à infertilidade, como a clamídia, gonorréia e sífilis. O HIV também está associado a dificuldades para engravidar, devido às mudanças biológicas que a infecção pode causar no corpo. 
 

 

Publicado em: 06/07/2021

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