Perguntas e respostas sobre o Coronavírus - REDE MATER DEI DE SAÚDE
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Perguntas e respostas sobre o Coronavírus

Diante dos casos de Coronavírus (COVID-19) registrados no mundo, inclusive no Brasil, é importante que a população se informe. A Rede Mater Dei preparou um conteúdo para responder as principais dúvidas com relação a doença, e auxiliar a população a reconhecer os sintomas e saber o que fazer em caso de contaminação pelo vírus.

Confira abaixo:

 
  • O que é COVID-19? 
    • COVID-19 é a doença causada pelo novo coronavírus de 2019 (agora chamado SARS-CoV-2). Este novo vírus e a doença causada por ele eram desconhecidos antes do início do surto em Wuhan, China, em dezembro de 2019. 
  • Como a doença se manifesta? 
    • Os sintomas mais comuns do COVID-19 são febre, cansaço e tosse seca. Alguns pacientes podem ter dores, congestão nasal, corrimento nasal, dor de garganta ou diarreia. Esses sintomas geralmente são leves e começam gradualmente. Algumas pessoas são infectadas, mas não apresentam sintomas. Cerca de 1 em cada 6 pessoas que adquire COVID-19 fica gravemente doente e apresenta dificuldade em respirar. 
  • A doença é grave? 
    • A maioria das pessoas (cerca de 80%) se recupera da doença sem precisar de tratamento especial. As pessoas idosas e as que têm problemas médicos subjacentes, como pressão alta, problemas cardíacos ou diabetes, têm maior probabilidade de desenvolver doenças graves. Cerca de 2% das pessoas com a doença morreram.
  • É possível diferenciar de um resfriado comum ou da gripe?
    • Os sintomas do COVID-19 são muito parecidos com os do resfriado comum ou da gripe. Somente exames laboratoriais específicos podem diferenciar essas doenças. Daí a importância de se vacinar contra a gripe, ajudando a equipe de saúde a restringir os diagnósticos diferenciais, caso você venha a apresentar uma infecção respiratória.   
  • Quando devo procurar um médico?
    • Recomenda-se ficar em casa e evitar contato com pessoas quando você estiver doente, até a resolução completa dos sinais e sintomas. Entretanto, se você tiver febre, tosse e dificuldade em respirar, procure atendimento médico para reduzir o risco de desenvolver uma infecção mais grave e compartilhe seu histórico de viagens recente com o seu médico. Durante o transporte até a unidade de saúde evite utilizar transporte público e utilize máscara cirúrgica o tempo todo (inclusive dentro da instituição de saúde que você buscou atendimento). 
  • A internação é necessária para todo caso positivo para COVID-19?
    • Não. A internação hospitalar é recomendada somente para os pacientes cujas condições clínicas assim indicarem.   
  • O que é isolamento domiciliar?
    • O isolamento domiciliar é uma das medidas preventivas adotadas para impedir a disseminação do vírus e um número ainda maior de doentes. Ela se aplica tanto para quem esteve perto de alguém com a suspeita, quanto para quem já teve o diagnóstico confirmado, mas que não necessita de hospitalização, podendo ser acompanhado em domicílio. Porém, ao indicar o isolamento domiciliar são necessários os seguintes cuidados:

      Orientar sobre a necessidade de permanecer em afastamento temporário em domicílio, mantendo distância dos demais familiares, além de evitar o compartilhamento de utensílios domésticos.

      O paciente deve ser isolado em ambiente privativo com ventilação natural e limitar a recepção de contatos externos.

      Orientar possíveis contatos quanto à importância da higienização das mãos.

      O acesso em domicílio deve ser restrito aos trabalhadores da saúde envolvidos no acompanhamento do caso.

      Manter isolamento, enquanto houver sinais e sintomas clínicos. Casos descartados laboratorialmente, independentemente dos sintomas, podem ser retirados do isolamento.

      Orientar que indivíduos próximos que manifestarem sintomas procurem imediatamente o serviço de saúde.
  • Como ocorre a contaminação?
    • A doença se espalha de pessoa para pessoa através de pequenas gotículas que são eliminadas do nariz ou da boca quando uma pessoa com COVID-19 tosse, fala ou espirra. Essas gotículas podem contaminar diretamente quem está próximo (até um metro de distância) ou indiretamente, depositando-se em objetos e superfícies ao redor do paciente. Ao tocar esses objetos ou superfícies contaminadas, e depois os olhos, nariz ou boca, sem a devida higienização das mãos, uma pessoa sadia pode adquirir COVID-19.
  • O COVID-19 pode ser transmitido por uma pessoa que não apresenta sintomas? 
    • A principal maneira pela qual a doença se espalha é através de gotículas respiratórias expelidas por alguém que está tossindo ou espirrando. O risco de contrair COVID-19 de alguém sem sintomas é muito baixo. No entanto, muitas pessoas com COVID-19 experimentam apenas sintomas leves. Isto é particularmente verdade nos estágios iniciais da doença. Portanto, é possível adquirir o COVID-19 de alguém que tenha, por exemplo, apenas uma tosse leve, sem os demais sintomas. 
  • Como me proteger e impedir a propagação de doenças? 
    • A maioria das pessoas infectadas apresenta uma doença leve e se recupera, mas ela pode ser mais grave para outras pessoas. Cuide da sua saúde e proteja os outros, fazendo o seguinte:

      Higienize regularmente e cuidadosamente as mãos com álcool a 70% ou lave-as com água e sabão;

      Mantenha pelo menos 1 metro de distância entre você e qualquer pessoa que esteja tossindo ou espirrando;

      Evite tocar nos olhos, nariz e boca;

      Certifique-se de que você e as pessoas ao seu redor seguem uma boa higiene respiratória. Isso significa cobrir a boca e o nariz com um lenço descartável quando tossir ou espirrar (despreze-o em uma lixeira imediatamente após o uso). Na ausência do lenço, proteja a tosse ou espirro com o cotovelo;

      Fique em casa se não se sentir bem. Se você tiver febre, tosse e dificuldade em respirar, procure atendimento médico e ligue com antecedência.

      Para pessoas que visitaram recentemente (há menos de 14 dias) áreas onde o COVID-19 está se disseminando, a recomendação é permanecer em casa se começar a se sentir mal, mesmo com sintomas leves, como dor de cabeça e corrimento nasal leve, até se recuperar. Se você desenvolver febre, tosse e dificuldade em respirar, procure orientação médica imediatamente, pois isso pode ocorrer devido a uma infecção respiratória ou outra condição séria.
  • Devo usar máscara para me proteger? 
    • Pessoas sem sintomas respiratórios, como tosse, não precisam usar máscara de proteção. O uso de máscara está indicado somente para a pessoa que:

      Apresenta sintomas respiratórios (tosse ou espirro), de qualquer etiologia;

      Tem suspeita ou confirmação de infecção por COVID-19 com sintomas;

      Estiver cuidando de alguém com suspeita de infecção por COVID-19;

      Obs.: Pessoa suspeita de infecção por COVID-19 é aquela com histórico de viagens nos últimos 14 dias para áreas onde os casos foram relatados, ou contato próximo com alguém que viajou nessas áreas e ficou doente.
  • Como deve ser feita a limpeza de superfícies?
    • Não há recomendação diferenciada para a limpeza e desinfecção de ambientes e superfícies das áreas com pessoas suspeitas ou confirmadas de COVID-19. Podem ser utilizados desinfetantes comuns, como por exemplo, álcool a 70% e pelo cloro.
  • Devo evitar ir ao hospital, mesmo tendo procedimentos ou exames agendados? 
    • Se você está apresentando algum sintoma respiratório ou febre, tente remanejar seu exame. Caso não seja possível, utilize uma máscara durante todo o tempo que estiver fora da sua casa. Na dúvida, consulte seu médico. 
  • Eu trabalho em áreas de saúde, como proceder?
    • Os serviços de saúde estão se organizando para atender os pacientes com suspeita ou confirmação do COVID-19, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde. As medidas recomendadas para proteção dos profissionais de saúde incluem a identificação precoce e isolamento dos casos suspeitos, adoção de precauções de contato, respiratória e óculos de proteção, intensificação da higienização das mãos (álcool a 70% ou lavagem com água e sabão) e higienização frequente das superfícies.
  • Como proceder em ambientes públicos, como academias, supermercados, agências bancárias?
    • As maneiras mais eficazes de proteger a si e aos outros contra o COVID-19 são higienizar frequentemente as mãos, cobrir a tosse e espirro com lenço descartável ou dobra do cotovelo e manter uma distância de pelo menos 1 metro das pessoas que tossem ou espirram. 
  • Existe vacina ou medicamento específico para evitar o coronavírus?
    • Até o momento, não há vacina nem medicamento antiviral específico para prevenir ou tratar o COVID-19. No entanto, as pessoas afetadas devem receber cuidados para aliviar os sintomas. Pessoas com doenças graves devem ser hospitalizadas. A maioria dos pacientes se recupera graças aos cuidados de suporte. Possíveis vacinas e alguns tratamentos medicamentosos específicos estão sob investigação. 
  • Exame de coronavírus, todos têm que fazer?
    • Todos os pacientes que preenchem critério de caso suspeito de infecção pelo COVID-19 devem realizar exames laboratoriais específicos para diagnóstico da doença No momento é considerado uma caso suspeito todo indivíduo que apresenta febre e sintomas respiratórios, que nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas viajou para regiões com transmissão local do vírus ou que teve contato próximo de caso suspeito ou confirmado para o coronavírus.

      O Laboratório da Rede Mater Dei de Saúde realiza o exame para diagnóstico de Coronavirus (COVID-19).  Além da coleta hospitalar, oferecemos a coleta em domicílio, a partir da solicitação do seu médico. O exame é particular.
  • Devo me preocupar com o coronavírus?
    • Se você não estiver em uma área onde o COVID-19 está se espalhando, ou se você não viajou de uma dessas áreas ou não esteve em contato próximo com alguém que se sente mal, suas chances de adquiri-lo são baixas. No entanto, é compreensível que você se sinta estressado e ansioso com a situação. Procure se informar com fontes confiáveis, como os sites oficiais dos órgãos de saúde pública, sociedades científicas e instituições de saúde conceituadas.


Publicado em: 03/03/2020

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