Viroses - REDE MATER DEI DE SAÚDE

Viroses 

O que pode ser considerado uma virose?
No conceito geral da palavra, quaisquer doenças causadas por um vírus poderiam ser classificadas como virose. Popularmente, entretanto, chama-se de virose aqueles estados gripais ou de mal-estar gastrointestinal sem etiologia (estudo das causas das doenças) bem definida.
Por que ela é classificada dessa forma e como a doença é diagnosticada?
As "viroses" são assim classificadas por terem como agente causal um vírus. O diagnóstico, em sua grande maioria, envolve a presença de sintomas específicos, em um contexto epidemiológico determinado (ambiente escolar, de trabalho, ou mesmo domicilio, com vários casos semelhantes), após exclusão, seja pelo exame clínico e anamnese (relato do paciente sobre os sintomas), seja por exames complementares, de doenças cujo tratamento específico possa ser realizado de forma adequada.
Quais são os sintomas das viroses?
Os sintomas clássicos das conhecidas viroses geralmente envolvem o trato respiratório (irritação da garganta, congestão nasal, coriza, tosse seca) ou gastrointestinal (cólicas abdominais, náuseas, vômitos ou diarreia), junto à febre baixa, abatimento, dores de cabeça e pelo corpo.
Existem tipos de viroses diferentes? Se existem, quais são os tipos?
Existem sim. Doenças cuja causa possa ser atribuída a um vírus podem ser classificadas como virose. Dessa forma, além dos resfriados e gastrenterites habituais, outras diversas patologias poderiam ser assim classificadas (exemplos: dengue, febre amarela, AIDS).
Como tratar uma virose?
Resposta: Raramente uma virose simples demanda tratamento específico. Usamos medicações sintomáticas guiadas para aqueles eventos que afligem o paciente. Recomendamos também repouso, hidratação abundante e, por mais que o apetite não esteja o melhor, uma alimentação balanceada.
Algumas pessoas ficam inseguras quando são diagnosticadas com virose. De que maneira a virose se diferencia de outros mal-estares comuns?
Resposta: Percebemos tal insegurança na feição dos pacientes quando o termo virose surge no consultório; acredito que isso soe para eles como um belo “não sei o que se passa com você”. O fato, contudo, é que há várias doenças virais. Umas com um ciclo de evolução limitado pelo próprio vírus, ou seja, que possuem um início e também um fim determinados, não necessitando de medicações, e outras, não sintomáticas, necessitando apenas de um bom repouso. Alguns sintomas inespecíficos, como dor no corpo, apatia, dor de cabeça e alterações do apetite, podem aparecer em diversos outros casos mais simples, como estresse emocional e estafa; a presença de febre, junto a uma epidemiologia sugestiva (contato com indivíduos doentes ou ambientes desfavoráveis), orienta o diagnóstico mais provável de um quadro viral agudo.
Quanto tempo, em média, dura uma virose?
Resposta: Isso depende muito do tipo de virose, órgãos afetados e estado prévio do paciente. Não esperamos que uma virose simples dure mais do que cinco dias, sempre com melhora progressiva dia após dia.
Há pessoas ou biótipos mais favoráveis a contrair uma virose?
Indivíduos que mantenham hábitos de vida saudáveis, pratiquem exercícios físicos de forma regular, alimentem-se bem e de forma variada, não costumam ser acometidos com tanta frequência por quadro virais agudos. É importante ressaltar que alguns ambientes de convívio, como aqueles em que várias pessoas trabalham em um espaço pequeno, com ar condicionado central, proporcionam uma disseminação muito mais intensa dos vírus.
Que fatores contribuem para o aparecimento das viroses?
Resposta: A falta de repouso adequado, sobrecarga de estresse emocional, alimentação inadequada e sedentarismo costumam contribuir muito para a susceptibilidade de um indivíduo às afecções virais mais comuns. Convívio com várias pessoas, em ambiente profissional ou escolar, torna a transmissão das viroses algo mais provável - os quadros respiratórios e gastrintestinais são bastante contagiosos.
De que forma é possível prevenir uma virose?
Adotar hábitos de vida mais saudáveis seria um bom começo, dando importante reforço a uma alimentação saudável, variada, e em intervalos razoáveis; devemos também nos atentar para cuidados simples de higiene pessoal, como lavar as mãos sempre que necessário, uma vez que vários vírus usam essa via para se instalar em nosso organismo. Evitar contato próximo com indivíduos gripados, e, se gripado, evitar contato próximo com terceiros, a fim de reduzir a disseminação do vírus.
 
RESPONSÁVEL:
Paulo Mascarenhas
Clínica Médica
CRM-MG: 40689

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