Infecções por Coronavírus  - REDE MATER DEI DE SAÚDE

Infecções por Coronavírus 

O Coronavírus é um grupo de vírus pertencente à família Coronaviridae, responsável por causar infecções simples e transitórias no homem, tais como o resfriado comum ou a diarreia. Atualmente, gera grande preocupação devido ao notável surgimento de novas variantes dos vírus, as quais se mostram altamente agressivas e que causam surtos de infecção com diversos casos de síndrome respiratória aguda grave.
 
Segundo a coordenadora de Serviço de Controle de Infeccção Hospitalar do Hospital Mater Dei, Silvana de Barros, as manifestações clínicas podem surgir duas semanas depois da aquisição dos vírus. “Após um período de incubação de cerca de dois a sete dias, podendo chegar a 14 dias após a contaminação”, explica a especialista.
 
Os sintamos associados ao Coronavírus são febre, calafrios, dor de cabeça, mal-estar, dores no corpo e diarreia. Eles podem evoluir para tosse seca não produtiva, com hipóxia – o que leva cerca de 10 a 20% dos pacientes a necessitarem de ventilação mecânica para manter os níveis normais de oxigênio. “A maioria dos casos de síndrome respiratória aguda grave por Coronavírus evoluem para pneumonia”, alerta Silvana.
 
Em humanos, esses vírus podem ser transmitidos principalmente pelas gotículas respiratórias expelidas pela tosse e espirros em curta distância, por meio de objetos contaminados ou até mesmo pela disseminação pelo ar, afetando pessoas com imunidade debilitada. A sobrevivência do Coronavírus no ambiente vai depender de um meio adequado que favoreça sua manutenção.
 
O diagnóstico pode ser feito com amostras de sangue, fezes ou secreções nasais, por meio de testes sorológicos, PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) ou cultura viral e o tratamento varia de acordo com a manifestação do vírus no indivíduo. Pacientes com infecção pulmonar causada por Coronavírus devem seguir o mesmo tratamento de pessoas com pneumonia adquiridas na comunidade. “Atualmente, há medicamentos antivirais que estão sendo testados para encontrar um tratamento eficaz contra esse grupo de vírus”, afirma a especialista.
 
Para evitar a contaminação, adote hábitos simples como higienizar as mãos com água e sabão ou aplicando álcool, evitar tocar os olhos, boca e nariz com mãos sujas, ter cuidados com a higiene ao tossir ou espirrar (cobrir boca e nariz) e isolar casos suspeitos ou confirmados, principalmente dentro dos hospitais.
 
Por fim, é válido ressaltar que animais também podem contrair o Coronavírus, podendo sofrer lesões nos sistemas respiratórios, hepáticos, gastrointestinais e neurológicos. Portanto, é necessário se atentar as reações dos seus animais.
 

RESPONSÁVEL:
Silvana de Barros
Infectologista e Coordenadora de Serviço de Controle de Infeccção Hospitalar do Hospital Mater Dei
CRM-MG: 18459