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Hepatites virais podem progredir para câncer no fígado

Você sabia que entre as causas do câncer de fígado, o hepatocarcinoma, estão as hepatites virais? O médico oncologista do Hospital Integrado do Câncer Mater Dei, Alexandre Jácome, conta que os tipos B, C e D apresentam relação com este tipo de câncer.

"O vírus D infecta a célula hospedeira somente se já houver infecção pelo vírus B. Portanto, a hepatite D somente existirá como infecção associada do vírus B/D. A capacidade carcinogênica destes vírus está relacionada à cronicidade das suas infecções. Como todo vírus, os vírus da hepatite são parasitas intracelulares obrigatórios, e terão o seu DNA incorporado ao genoma da célula hospedeira. No entanto, uma parcela dos pacientes infectados pelos vírus B, C e D pode evoluir para uma fase latente da infecção, em que os vírus não serão eliminados do tecido hepático e suas atividades proliferativas acrescidas de alterações genéticas induzidas por eles na célula hospedeira serão os principais desencadeantes da transformação maligna”, explica Alexandre.

O oncologista acrescenta que as hepatites virais podem induzir à formação de câncer no fígado sem que o paciente desenvolva cirrose hepática. “Na grande maioria dos casos, a cirrose ocorrerá como consequência das hepatites crônicas, antes da origem do hepatocarcinoma. A cirrose hepática, isoladamente, independente de sua etiologia, apresenta-se como uma condição patológica carcinogênica. A cirrose hepática secundária às hepatites crônicas (B, C e D) apresenta maior probabilidade de transformação maligna”, esclarece o médico.

O contágio das hepatites virais

Os vírus A e E apresentam transmissão oro-fecal e, portanto, estão relacionados às condições de saneamento básico e água, higiene pessoal e alimentação. Os vírus B, C e D possuem transmissão sanguínea, por meio de acidentes perfurocortantes, sexo desprotegido, transfusão sanguínea, compartilhamento de seringas, aparelho de barbear, agulhas, alicate de unhas e, também, pela transmissão materno-fetal, durante a gestação, parto e amamentação.

Fique atento aos sintomas das hepatites crônicas:

  1. Perda de peso inexplicada nos últimos seis meses.
  2. Olhos e peles amarelados.
  3. Vômitos com sangue.
  4. Fezes enegrecidas (fezes em borra de café) ou fezes muito claras.
  5. Urina escura.
  6. Distensão abdominal.

Caso tenha algum desses sintomas ou em caso de acidentes com perfurocortantes, ou exposição ocupacional aos agentes virais, procure atendimento médico. O Mater Dei Medicina Diagnóstica dispõe de todos os exames necessários para o diagnóstico preciso e mais precoce do câncer de fígado.

Mas como prevenir para que as hepatites virais não progridam para o câncer?

O oncologista do Mater Dei, Alexandre Jácome indica que “uma vez que o paciente seja portador de uma forma de hepatite crônica (B, C ou B/D), deve-se discutir a introdução de terapias antivirais que reduzem o risco de formação de cirrose hepática e hepatocarcinoma”. O Hospital Integrado do Câncer Mater Dei disponibiliza todos os tratamentos para o câncer de fígado como cirurgia do fígado para remoção do tumor, ablação por radiofrequência, quimioembolização transarterial, terapias sistêmicas, radioterapia e transplante.

O fígado possui inúmeras funções, destacando-se a síntese de proteínas do sangue, metabolismo de toxinas e medicamentos, produção de hormônios, eliminação dos produtos do metabolismo orgânico, permitir a absorção de vitaminas, armazenamento de glicose e gorduras. E, habitualmente, de acordo com o médico, “a evolução da doença neste órgão é silenciosa e assintomática, dificultando o diagnóstico precoce”.

Cuide do seu fígado!
  1. Dieta: rica em frutas, verduras e fibras. Pobre em carnes vermelhas e gorduras.
  2. Consumo de álcool: em pequenas quantidades.
  3. Atividade física: regular, cerca de 150 minutos/semana.
  4. Check-ups regulares: para avaliação de fatores de risco e alterações laboratoriais que precedem os sinais e sintomas.
  5. Automedicação: evitar com o objetivo de minimizar efeitos tóxicos sobre o fígado.
  6. Atitudes de risco: evitar para que não ocorram situações de exposições e contágio ao vírus, como as citadas.


RESPONSÁVEL:
Alexandre Jácome
Oncologista clínico
CRM-MG: 
40740

 

Publicado em: 28/07/2016

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