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Rinoplastia (cirurgia plástica do nariz)
O objetivo da rinoplastia estética é o resultado harmônico e natural, com traços adequados ao rosto da pessoa. Através da entrevista com o paciente, o cirurgião ouve as considerações dele e pondera as necessidades e possibilidades de cada caso, planejando onde serão necessários procedimentos sobre a estrutura ósteo-cartilaginosa nasal: dorso, ponta, asas, columela, septo, etc. Como podemos perceber, a estrutura do nariz é extremamente complexa e varia intensamente de acordo com a raça, sexo, idade conformação hormonal, constituição óssea da face, tipo de pele, etc. Desta forma, é mais fácil de se entender a complexidade desta cirurgia e as limitações técnicas que, às vezes, são impostas. Para se ter uma idéia, em determinados casos, a modelação do nariz exige o uso de enxertos de cartilagem que serão retirados do próprio septo nasal ou mesmo das orelhas. É difícil assim, moldar um nariz como o de um artista ou modelo que se apresenta com características tão diversas, em relação ao caso em análise. O entendimento destas limitações impede que narizes esteticamente belos fiquem em desarmonia com o conjunto facial.
É importante estar atento aos casos em que se torna importante a observação de alterações funcionais associadas, como dificuldades de respirar, rinites crônicas, coriza, sinusites, etc. Podem estar presentes deformidades anatômicas, que devem ser corrigidas para que um resultado de cirurgia estética não seja comprometido com a permanência destes problemas. A associação da cirurgia estética e da funcional pode proporcionar os melhores resultados possíveis. Nestes casos, pode haver a necessidade de um otorrinolaringologista para se alcançar tais resultados. Em casos mais complexos, poderá ser indicado mais de um procedimento cirúrgico para se alcançar o resultado planejado. O cirurgião poderá dar todas as explicações necessárias.
CUIDADOS PRÉ-OPERATÓRIOS
Após conversar com o médico e esclarecer todas as dúvidas, ele indicará ao paciente alguns exames de rotina, que devem ser feitos cerca de 10 dias antes da cirurgia. Também uma avaliação clínico-cardiológica (risco cirúrgico) será recomendada. Em determinados casos, o médico pode solicitar outros exames específicos que possam ajudar no esclarecimento diagnóstico, como por exemplo, uma avaliação otorrinolaringológica.
È importante lembrar das recomendações gerais para as cirurgias, como:
- Não usar, por 2 semanas antes, medicamentos à base de AAS, anticoagulantes, corticóides de uso prolongado ou medicamentos para emagrecer;
- Abstinência do fumo por 30 dias antes da operação;
- Não usar cremes ou maquiagem faciais a partir da véspera da cirurgia;
- Jejum de acordo com a recomendação médica (10 horas antes da cirurgia);
- Comunicar ao seu médico qualquer anormalidade ou uso recente de medicamentos, alergias medicamentosas ou alimentares e alguma outra recomendação que venha a ser pertinente;
- Guardar em casa objetos pessoais, como jóias e bijuterias;
- Acordar de jejum no dia da cirurgia, tomar banho completo e chegar ao Hospital 1 hora antes da cirurgia, com acompanhante.
A CIRURGIA
A operação, geralmente, é realizada em nível ambulatorial, ou seja, com alta hospitalar prevista para o mesmo dia, sem necessitar de internação.
A anestesia é local com sedação, podendo ser geral de acordo com cada caso, e especialmente considerando-se a avaliação do anestesista e a conveniência avaliada pelo cirurgião. A duração do procedimento é de cerca de 90 minutos, prolongado de acordo com o caso específico.
Realiza-se a cirurgia através das narinas, com instrumentos apropriados que atingem as estruturas desejadas, não resultando em cicatrizes externas na maioria dos casos. Como já foi descrito, as particularidades existem e assim também as alternativas para tratá-las. Então, em casos específicos, poderá haver a necessidade de se reduzir a distância entre as asas nasais, resultando em cicatrizes quase imperceptíveis nestas estruturas. Já em casos de re-operações, ou de acordo com a complexidade do caso, as chamadas exo-rinoplastias devem ser ponderadas. Assim são chamadas as rinoplastias em que o acesso às estruturas nasais se dá por uma cicatriz na columela (barra de tecido entre as narinas), mas que quando necessárias, também deixam cicatrizes quase imperceptíveis. De acordo com a forma de trabalho de cada profissional e a necessidade de cada caso, pode-se usar tampões nasais durante a cirurgia. Estes permanecerão ou não durante os dois primeiros dias de pós-operatório. Isto será conversado com o(a) paciente, orientando-se para que a respiração seja pela boca, neste período.
O curativo quase sempre envolve um molde de gesso ou uma tala (splint) de material moldável ao contorno nasal e tem a função de imobilizar as estruturas nasais durante os primeiros 7 dias, conferindo o repouso necessário à cicatrização dos tecidos e contornando o edema. Após a retirada destes moldes, adaptamos fitas adesivas ao nariz para controlar o inchaço e manter a forma, sendo seu tempo de utilização muito variável de acordo com cada caso.
PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO
O(a) paciente receberá alta hospitalar com todas as recomendações necessárias a uma boa recuperação:
- Repouso de atividades físicas e limitação de movimentos bruscos e amplos;
- Deitar com o tronco elevado por almofadas e travesseiros. Não deitar de lado ou de bruços até que seja autorizado pelo cirurgião;
- Banhos molhando a cabeça somente com a autorização da equipe cirúrgica e com cautela para não molhar o gesso (quando presente);
- Não trocar ou manipular os curativos, mesmo que haja um pequeno sangramento (que é normal e não deve assustá-lo(a). Todas as trocas de curativos deverão ser feitas pela equipe cirúrgica ou orientadas por ela;
- Os retornos para a retirada de pontos e avaliação pós-operatória são feitos oito dias após a cirurgia;
- Retornos adicionais serão comunicados pelo cirurgião e devem ser seguidos para uma completa recuperação e avaliação dos resultados;
- Não dirigir por um período mínimo de uma semana;
- Após um mês de cirurgia, o(a) paciente poderá retornar a suas atividades físicas habituais, como ginástica, natação, etc.
- Exposição ao sol, com o objetivo de bronzeamento, somente será permitida após 30 dias. Até aí, pequenas caminhadas, sob o sol, poderão ser feitas com o uso de bloqueadores solares. A exposição prolongada ao sol deve ser evitada, pois o excesso de calor pode prolongar o inchaço;
- O uso de óculos mais pesados não será permitido por cerca de duas semanas após a retirada dos moldes, devendo ser evitado também nestes 30 primeiros dias. Se for indispensável usá-los, evite o apoio excessivo nas partes ósseas;
-O(a) paciente jamais deverá fazer compressas quentes na área operada, com intuito de melhorar o inchaço. A pele ainda estará sensível e poderá ocorrer queimadura de 3º grau.
No período pós-operatório imediato, o paciente permanecerá sonolento e poderá iniciar a dieta algumas horas depois, dependendo de cada caso. Isto será orientado pelo cirurgião e sua equipe. A cabeça ficará um pouco elevada não podendo deitar de lado para não comprimir a região operada, nem distorcer o edema.
A partir da operação, o organismo reage com inchaço e manchas roxas na pele, que podem variar de uma forma discreta a reações mais intensas. Estas reações podem aumentar nos três primeiros dias e, então, iniciam o processo de regressão.
As pálpebras poderão ficar inchadas e com manchas roxas durante os primeiros sete a dez dias. Ainda mais raramente, o sangue poderá deixar vermelho o branco do olho e isso não significa problemas, não devendo ser motivo de preocupações. Tanto o edema como estas possíveis manchas serão reabsorvidos pelo organismo, num breve período de tempo. Principalmente, quando se usam os tampões, após a sua retirada, poderá escorrer uma secreção pelas narinas que geralmente cessa com 1 a 2 dias. Pode haver a formação de crostas que deverão se cuidadosamente removidas com bastonetes de algodão úmidos. É recomendado ao paciente que tente desviar os espirros para a boca e evite assoar o nariz, na primeira semana.
Normalmente a operação e o período pós-operatório não são dolorosos. Pequenas e eventuais sensações de dor poderão ser controladas com analgésicos comuns. O uso de gotas descongestionantes poderá ser recomendado. Entretanto, não é recomendado o uso de medicamentos sem o conhecimento médico.
Como todo processo de cicatrização, também no nariz o organismo precisa se recuperar da cirurgia. Este tempo de recuperação é ainda mais longo nas rinoplastias e assim, somente após seis a doze meses é que se devem avaliar os resultados da cirurgia. O organismo trabalha dentro de uma forma ordenada e de um tempo certo. É preciso controlar as ansiedades e aguardar a evolução natural, pois não se pode interferir para mudar o curso do processo cicatricial.
A observação de pequenas assimetrias pré-existentes pode ser notada, mas é bom lembrar que o cirurgião trabalha sobre estruturas já existentes naquela forma e que nem sempre podem ser alteradas. As expectativas exageradas são prejudiciais, pois existem muitas limitações anatômicas à cirurgia, que obviamente poderão impedir que o cirurgião obtenha tudo aquilo que o paciente deseja.
INTERCORRÊNCIAS
As intercorrências são situações que surgem no período pós-operatório e não interferem no resultado. São exemplos:
- equimoses (manchas roxas na pele);
- edema (inchaço);
- eliminação de pontos internos (por volta de três semanas após a cirurgia);
- deiscência de pontos (abertura do corte), etc.
Outras intercorrências indesejáveis e mais complexas, que felizmente são raras:
- infecção;
- necrose parcial ou total da pele do nariz;
- E as intercorrências pertinentes a qualquer procedimento cirúrgico.
Nestas eventualidades, é fundamental que o paciente mantenha a calma e converse profundamente com o médico, que cuidará atentamente do caso. O(a) paciente não deve transmitir a existência destas intercorrências a seus amigos e familiares. Eles poderão deixá-lo(a) inseguro(a), nada podendo fazer efetivamente para ajudá-lo(a). Isto gera angústia dúvidas e insegurança. Continuar confiando no médico ainda é o melhor caminho e ele saberá como ajudar.
LIMITES E POSSIBILIDADES DAS RINOPLASTIAS
Existem narizes fáceis e difíceis e, entre estes extremos, um grande número de casos de complexidade variável, para os quais é possível prever resultados mais discretos e, até mesmo, as melhoras desejadas e programadas. É fundamental compreender que alguns casos estarão sujeitos a retoques operatórios.
IMPORTANTE: Resultados definitivos somente devem ser considerados após 12 meses da cirurgia. As cirurgias de retoques, quando necessárias, serão aconselhadas pelo cirurgião, devendo-se respeitar o tempo necessário para a adequação dos tecidos e acomodação das cicatrizes. Quando realizadas em momento inoportuno, podem não alcançar os resultados desejados. Os retoques não significam incapacidade técnica, mas sim uma revisão cirúrgica para se alcançar resultados ainda melhores.
O código de normas e condutas do cirurgião plástico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica proíbe a exibição de fotos de pré e pós-operatório, mesmo que haja autorização do paciente. Proíbe ainda o uso de fotos de partes do corpo. A divulgação de preços e condições de pagamento em meios de comunicação, como jornal e TV é vedada.
Consulte informações sobre seu cirurgião plástico junto à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Nacional
Fone: (11) 3826-1499 / Fax (11) 3826-1710
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Nacional - REGIONAL/MG
Fone: (31) 3275-1488 / Fax (31) 3275-2044
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