Ser pai
Assim como acontece com as mulheres, o apego de um
pai pelo seu bebê é influenciado por
suas experiência individual na infância.
A lembrança de um mundo em equilíbrio,
identificado pela presença criadora de sua
própria mãe, é o que lhe fornece
a base psicológica para acolher no seu afeto
a gravidez da mulher e aceitar seu papel na criação
dos filhos.
Quando o pai fica sabendo que a mulher se engravidou,
experimenta emoções conflitantes, misturadas
à alegria e à ansiedade. Uma das primeiras
reações é o sentimento de exclusão,
não só porque a mulher naturlamnete
começa a dedicar maiores cuidados ao futuro
bebê, mas também porque ela própria
se torna o centro das atenções.
Quando finalmente chega o bebê, uma nova situação
se impõe: o pai deve agora viver um relacionamento
a três, e não mais a dois. O novo papai
às vezes vê o filho como um rival que
o priva da mulher, assim como na infância seu
pai ou irmão mais novo o privara das atenções
de sua mãe. É natural o retorno dessas
longínquas impressões da infância.
Por isso é comum entre os homens um sentimento
ambivalente em relação ao bebê.
Ao longo do curso de orientação "
Mães Grávidas", do qual temos participado
há mais de 35 anos, podemos notar que cada
vez mais as futuras mamães querem saber como
evolui a gravidez, como garantir a segurança
do parto e quais os cuidados a tomar durante e depois
do nascimento do bebê.
No
início, um ou outro pai participava discretamente
dessas orientações. Com o tempo, o crescente
interesse dos pais levou a equipe responsável
de obstetras, ginecologistas e pediatras do Hospital
MAter Dei a criar o curso dirigido ao "casal
grávido". Aumentamos o número de
aulas, com a participação esclarecedora
e inteligente das enfermeiras, fisioterapeutas, odontopediatras
e psicólogas; e logo percebemos o quanto foi
importante essa participação. Hoje,
os pais envolvem-se muito mais com a espera do bebê,
acompanhando as consultas pré-natais com o
obstetra e o pediatra.
É inegável que ao acompanhar a evolução
da gravidez com o seu apoio amoroso, em todas as fases
do pré-natal, do nascimento e depois dele,
o marido influi diretamente na capacidade da mulher
de amamentar e contribui para seu desenpenho como
mãe. Esse envolvimento reforça o vínculo
do marido com a esposa, e é assim, evolto num
clima de afeto, que ele começa a desfrutar
a
alegria da paternidade.