| De
1 a 2 ANOS
Neste período, o apetite é
variável; procure acostumar a respeitar a falta
do mesmo. O bebê já tem as suas preferências
e após 1 ano gosta mais de brincar do que de
comer. De um a um ano e meio, obebê está
pronto para comer de tudo, a própria comida dos
pais. Já se pode dar clara de ovo e algumas frituras.
Não obrigar a criança a comer nem bajulá-la
durante as refeições.
Suco de frutas naturais são mais
indicados que bebidas artificiais. Evitar alimentos
com corantes ou pequenos e duros, como as balas e pipocas,
pois são fáceis de engasgar. Não
substituir refeições de sal por derivados
de leite. Nunca dê alimentos para o bebê
na posição deitada.
Tabela de Denver
Dos 12 aos 18 meses
Motor grosseiro:
- Anda dando a mão.
- Anda bem, sozinha, sem ajuda.
- Sobe escadas engatinhando.
- Pode chutar uma bola ou pular no lugar e ainda
atirar uma bola.
Motor fino-adaptativo:
- Introduz objetos grandes em outros, e depois
objetos pequenos dentro de frascos.
- Constrói torres com dois cubos,às
vezes até com três cubos.
Social:
- Entende o "não".
- Brinca sozinha.
- Veste-se com ajuda.
- Come com colher derramando parte do conteúdo.
Linguagem:
- Utiliza mais as palavras.
- Aponta alguma parte do corpo.
Dos 18 aos 24 meses
Motor grosseiro:
- Chuta bola. Pula no lugar. Atira uma bola.
- Sobe escadas apoiando no corrimão.
- Já pode pedalar um velocípede.
Motor fino-adaptativo:
- Constrói torres com quatro cubos, depois
com cinco cubos e mais tarde, antes dos 24 meses
até com mais de cinco cubos.
Social:
- Come com colher derramando parte do conteúdo.
- Ajuda em tarefas simples de casa.
- Lava ae seca as mãos.
- Veste alguma peça de roupa.
Linguagem:
- Utiliza mais palavras.
- Obedece ordens simples.
- Diz o nome de uma figura desenhada.
Vacinas
Do 15º ao 18º mês, a criança
deverá tomar o primeiro reforço da Tríplice,
Sabin e anti-Haemophilus. No 15º também
deverá receber a vacina Tríplicce viral,
ou MMR, que protege contra Sarampo, Rubéola e
Caxumba. Representa um reforço da vacina do Sarampo
e a proteção contra as outras duas doenças.
As mesmas reações da vacina do Sarampo
descritas anteriormente podem ocorrer.
15º MÊS - Tríplice 1º,
reforço Sabin 1º, reforço Haemophilus
1º reforço, MMR 1ª dose.
Acidentes
Agora seu filho começa a examinar
o pequeno mundo em sua volta de sua casa. Nessa idade
começa a sentir, a tocar, a investigar tudo.
NAda sabe sobre o perigo e se não lhe for ensinado
e vigiado, poderá se acidentar Para evitar quedas,
coloque cancelas ou porteiras nas saídas de varandas
altas e nos altos das escadas. Coloque grade ou redes
de proteção nas janelas. Trave as portas
dos automóveis. Mantenha os venenos e substâncias
tóxicas guardadas nas prateleiras altas, trancadas.
Mantenha as tomadas elétricas fora de uso cobertas.
Cubra ou cerque as piscinas, tanques e cisternas. As
crianças têm atração por
água. Não deixe a crianças sozinha
na banheira. Ela pode abrir a tornira quente ou escorregar
e cair. Não permita que a criança fique
na cozinha. Não deixe cabos de panelas com líquidos
quentes ao alcance da criança para que ela não
as agarre nem as puxe.
As crianças gostam de animais.
Cuidado para não serem mordidas ou arranhadas.
Providencie a vacinação de animais domésticos.
Brinquedos
Brincadeiras ao ar livre: bolas, carrinhos
para puxar ou empurrar, carrinhos de boneca, baldes
e pás para brincar na areia e água. Para
atividades manuais, cubos de encaixe, blocos de construção.
Para atividades de dramatização: animais
de plástico, borracha ou pano; bonecas, panelinhas,
automóveis de plástico. Para atividades
de rítmo e música: chocalhos, tambores,
pianinhos simples.
Visão
Nós sabemos como os olhos falam.
Já na sala de parto aos 6 minutos, o bebê
quando em estado de inatividade alerta e a uma distância
próxima a 30 cm do rosto da mãe, fixa
o rosto materno. Com 4 dias de vida percebe objetos
de cores fortes(vermelho). Com 1 a 2 meses acompanha
objeto e vultos mais distantes. Neste período
aumenta a produção de lágrimas.
Pela interação e estímulos de outros
orgãos sensoriais, o bebê reconhece sua
mãe logo após o nascimento e a distingue
de outras pessoas entre o 3º e o 6º mês.
A cor dos olhos é definida por
volta de 3 a 5 meses. Uma secreção ocular
logo após o nascimento é freqüente,
devido ao uso obrigatório do método de
Credé (aplicação de nitrato de
prata a 1% ou outros colírios, com antibióticos).
A persistência da secreção ocular
conduz o médico a fazer cultura e antibiograma
para o uso de colírio específico. Quando
há recidivas de secreção purulenta
ou lacrimejamento abundante em um ou em ambos os olhos
pode ser indicativo de obstrução total
ou parcial do canal lacrimal. É necessário
um acompanhamento do oftalmologista que indicará
uma massagem do canal lacrimal e avaliará a desobstrução
por sondagem.
Estrabismo discreto pode ser fisiológico
até 6 meses, principalmente quando a criança
tem hipertelorismo - distância mais larga entre
os cantos internos dos olhos (falso estrabismo). Após
este período deverá ser examinado por
um especialista, inclusive porque distúrbios
de refração podem se manisfestar com estrabismo.
Na presença de um olhar fixo ou abaulado deve-se
suspeitar de glaucoma. Os recém-nascidos que
receberam oxigênio por tempo prolongado, principalmente
os prematuros, devem fazer um exame oftalmológico
especializado com 4 semanas de vida.
Algumas crianças dormem com os
olhos semi-cerrados, o que não significa anormalidade,
mas cisco ou cílios nos olhos procure removê-los
irrigando com soro fisiológico.
Quando estiverem nos cantos dos olhos,
tire-os com uma ponta do lenço. As crianças
reconhecem as cores em torno de 2,5 a 3,5 anos. Todas
as crianças devem fazer exame oftalmológico
de rotina no 3º para o 4º ano do 6º para
o 7º ano de idade. Aquelas que apresentarem anormalidades
visuais devem ser examinadas imediatamente em qualquer
idade.
Audição
A capacidade auditiva do recém-nascido
é evidente desde o nascimento. Os bebês
demonstram marcada preferência pelos tons agudos
em relação aos graves.
Se há estímulo auditivo
interessante, tal como o som de um chocalho ou de uma
voz baixinha, o bebê passa do sono para o estado
de alerta. Sua respiração torna-se irregular,
seu rosto se ilumina, seus olhos se abrem e, quando
totalmente alerta, seus olhos e sua cabeça voltam-se
na direção do som. Os métodos antigamente
usados para avaliar a audição eram pouco
sensíveis, mas hoje existem aparelhos apropriados
para examinar a capacidade auditiva precocemente.
Olfato
O olfato dos recém-nascidos é
altamente sensível, sendo eles capazes, desde
o nascimento, de distinguirem os odores atrativos ou
repelentes que os ajudarão a adaptar-se ao seu
novo ambiente.
Os bebês agem como se fossem agredidos
pelo odor do vinagre e do álcool, mas sentem-se
atraídos pelos odores doces, tais como o do leite,
e o das soluções de açúcar.
Os recém-nascidos de uma semana já são
capazes de distinguir o cheiro do protetor dos seios
de sua mãe do de outras mães lactantes.
Os bebês de 3 semanas de idade alimentados ao
seio materno recusam-se a tomar mamadeira no colo de
suas mães e aceitam quando no colo dos pais.
Paladar
Os recém-nascidos reconhecem diferenças
sutis de gosto e suas complexas preferências já
foram investigadas. A água salgada causa tanta
resistência que o bebê chega a engasgar.
Com o leite, o bebê suga de modo contínuo.
O reconhecimento destas mudanças de gosto é
manisfestado por rápidas mudanças na força
de sucção (mais vigorosa com líquidos
doces). Muito cedo, a nova mãe percebe estes
diferentes padrões de resposta e os utiliza para
interpretar as necessidades e desejos da criança.
Tato
O tato é muito importante na comunicação
entre a mãe e o bebê. Ao choro da criança
a mãe responde acalentando-a, isto é,
contendo por meio de toque e do abraço as atividades
motoras descontroladas que pertubam o bebê. O
tato é um código compartilhado pelos pais
e pela criança - tanto para quietá-la
quanto para acordá-la ou alertá-la.
Dentição
Dia do nascimento
O aparecimento do 1º dente sempre
foi expectativa para os pais. A quem acha o 1º
dente é cobrado um presente para o bebê.
Ótima esta atenção, visto que os
cuidados com os dentes começam na vida intra-uterina,
quando a mãe deve estar alerta quanto a um bom
suporte alimentar, principalmente com os minerais. A
mãe deve evitar medicamentos como as tetraciclinas,
que passam pela placenta e podem lesar os dentes embrionários.
Após o nascimento, 2 a 3 vezes ao dia, deverá
ser feita higiene oral, com água ligeiramente
bicarbonatada (1 pitada de bicarbonato de Sódio
em ½ copo d'água) medida preventiva para
impedir o crescimento de monilíase (sapinho).
No
4º mês, o bebê coça muito a
gengiva, período em que os pais podem fazer uma
massagem suave. Do 6º para o 8º mês
é o período do aparecimento dos primeiros
dentes, chamados de primários ou dentes-de-leite.
No 1º ano, quando já apresentará
alguns dentes, deverá fazer consulta com odontopediatra.
Do 5º para o 7º ano, começa a substituição
dos dentes primários pelos definitivos, na mesma
ordem de aparecimento. Em torno de cinco anos e meio,
nasce o 1º molar definitivo de grande importância
na determinação da forma da arcada dentária
e da face. É imprescindível o acompanhamento
de um especialista antes que os dentes sejam acometidos
pela cárie.
A
criança bem assistida pelo odontopediatra é
constantemente revisada e orientada tecnicamente. Lembramos
que desde o aparecimento do 1º dente já
começa a possibilidade de ser acometido pela
doença dentária e temos de usar de conhecimentos
e tecnologia para evitá-la.
Infelizmente, muitas crianças são levadas
ao dentista quando já estão com problemas
sérios que poderão intervir no sucesso
da boa dentição. As medidas de higiene
oral são destinadas a remover as placas de bactérias.
A modificação dietética reduzindo
a disponibilidade de açúcares e fluorterapia
atenuam a vulnerabilidade dos dentes.
Todas
estas medidas em combinação podem propiciar
proteção eficaz. Parecem estar bem definidas
as vantagens da fluoretação da água
de consumo, de uma suplementação oral
de flúor (quando necessária) e principalmente
a aplicação tópica do flúor.
O uso do flúor deve ser supervisionado, visto
que, o excesso pode provocar intoxicação
aguda ou fluorose do esmalte, resultado de quantidades
maiores do que as prescritas. Hoje, no Brasil, a totalidade
dos dentifrícios são fluorados. Eles podem
ser utilizados desde que a criança permita o
uso de uma escova pequena e macia, devendo-se ter o
cuidado para não deixá-la ingerir pasta
de dente em excesso.
Quando
não for possível o uso da escova, fazer
limpeza com água ligeiramente bicarbonatada,
procurando a remoção das placas. Até
a idade pré-escolar a criança não
tem habilidades para uma limpeza adequada, devendo a
mesma ser supervisionada pelos pais. O hábito
de amamentar ou dar mamadeiras após 1 ano de
idade, devido à presença do açúcar
do leite - a lactose - e outros alimentos cariogênicos,
Vêm sendo responsabilizados pelo aparecimento
precoce de cáries. Uma boa higiene bucal com
uma alimentação pouco açucarada
e o acompanhamento de um odontopediatra são os
fatores básicos do sucesso, prevenção,
formação e conservação de
uma boa dentição.
Diarréias
não devem ser atribuídas à dentição;
mas ao fato de se colocar com mais freqüência,
objetos e a mão na boca com risco de contaminação.
Possivelmente na erupção dos primeiros
molares, podem algumas crianças apresentar febre
baixa. A presença de dente não contra-indica
a amamentação. Se por acaso a criança
morder o seio quando estiver mamando você deve
falar um "não pode", firmemente, que
a criança não mais repetirá. Bebês
que nascem com dentes devem ser avaliados pelo odontopediatra.
O bebê não tem necessidade de chupar bicos
nem o dedo, entretanto o uso do bico é tradicionalmente
arraigado à cultura nacional.
Quando
usá-lo dê preferência aos ortodônticos,
estudados para uma melhor adaptação à
boca do bebê. Seu uso deve ser moderado, limitado
aos momentos de agitação e na hora de
dormir se assim o exigirem. Procurar retirá-lo
no primeiro ano e seu uso não deve ser prolongado
após os 18 meses. Quando a arcada dentária
está deformada pelo uso do bico ou sucção
do dedo é necessário um tratamento especializado.
Controle dos Esfíncteres
Lembramos que o controle das funções
fisiológicas pertence às crianças
constituindo importante ganho de autonomia para elas.
Não adianta forçar, obrigar, bajular ou
chantagear. Para obter o controle da evacuação
e micção devemos orientá-la, ajudá-la,
ensiná-la como proceder. O período ideal
situa-se, entre 1,5 a 2,5 anos de idade. Quando a mãe
percebe que a criança começa a entender
o momento do cocô ou xixi. Existem vasos sanitários
apropriados, adaptados em cadeirinhas, mais confortáveis,
seguros e que facilitam o uso. Fezes muito duras ou
secas dificultam a evacuação e podem provocar
dor, retenção e até fissuras.
Evite
o uso freqüente de supositórios. Procure
resolver este problema com alimentos mais laxativos
(fibras, laranja, mamão, ameixa preta, folhagem,
trigo, aveia, etc). Bebês que têm diarréia
crônica ou má absorção intestinal
evacuam com maior freqüência e obterão
controle esfincteriano mais tardiamente. Procure compreender
estas dificuldades até que chegue o momento adequado
para orientá-los. O que foi dito para o controle
da evacuação é totalmente aplicado
para a micção. A partir de 1,5 para 2,5
anos, durante o dia, procure retirar as fraldas e calças
plásticas e coloque uma de algodão ou
um short.
O
bebê vai sentir-se molhado e começa a avisar
aos pais. Este é o momento em que devem ensiná-los
a procurar um vaso apropriado. Com o passar dos dias
a criança começa a pedir, algumas vezes
após já ter urinado, o que não
é motivo para repreensão. Com 2,5 anos,
já não mamando a mamadeira noturna, antes
de deitá-lo, deverá ser levado ao banheiro
para a higiene habitual, escovar os dentes e urinar.
Deixe-a somente com fraldas de pano no início.
Posteriormente, nem aquelas, apenas o pijaminha. É
natural muitas noites fracassadas, o que não
é motivo para repreensão.
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