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Vacina contra HPV disponível no Mater Dei

Confirmando sua excelência e a busca por melhorias contínuas, o Mater Dei foi o primeiro hospital em Minas Gerais a oferecer uma nova aliada no combate ao vírus Papilomavírus Humano, o HPV: a vacina quadrivalente, desenvolvida pelo laboratório Merck Sharp & Dohme, liberada pela Anvisa em 2007.

A proteção da vacina fortalece o organismo contra o câncer e o surgimento das verrugas associadas ao HPV. A vacina é indicada para mulheres dos nove até os 26 anos, e oferece imunidade contra os sorotipos 16 e 18, responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo uterino e os sorotipos 6 e 11, responsáveis por 90% das verrugas genitais.

A vacina já está disponível no laboratório do Mater Dei e deve ser administrada em 3 doses, com intervalos de dois meses entre a primeira e a segunda aplicação, e quatro meses entre a segunda e a terceira. É importante ressaltar que essa não é uma forma de tratamento, mas sim uma prevenção e, portanto, não substitui a consulta periódica ao ginecologista, nem tampouco o exame citológico preventivo do colo do útero. Se aplicada antes da iniciação sexual, a vacina pode oferecer proteção ainda maior. Os estudos ainda não foram conclusivos quanto à indicação para homens.

Segundo o fabricante, a eficácia da proteção varia de 95 a 100% para os sorotipos incluídos na vacina. Outro fato importante é que pessoas já infectadas podem receber a proteção contra os demais subtipos do HPV.
Sobre o HPV

O HPV é um vírus que se incorpora ao DNA das células do hospedeiro, provocando lesões de pele e de mucosa (verrucosas ou não), que normalmente mostram crescimento limitado e regridem, espontaneamente, após resposta do sistema imunológico. As verrugas têm aspecto de couve-flor e podem ser simples ou múltiplas. Quando ocorrem na região genital, recebem o nome de condiloma acuminado ou, popularmente, “crista de galo”. Podem se manifestar tanto nos órgãos genitais femininos quanto nos masculinos (vulva, períneo, colo do útero, prepúcio, uretra) ou, ainda, na cavidade oral e região anal.

Existem mais de 100 tipos diferentes do vírus (sorotipos), dos quais 30 a 40 causam verrugas ano-genitais e 15 a 20 provocam câncer. Os tipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% do câncer do colo uterino, um dos tumores mais freqüentes nas mulheres, com cerca de 18mil novos casos registrados a cada ano no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Em geral, a infecção pelo HPV não resulta em câncer, mas é comprovado que até 99% das mulheres que têm câncer de colo do útero foram antes infectadas por esse vírus. O aumento da incidência do HPV está relacionado ao risco cumulativo do comportamento sexual, como número de parceiros, idade precoce de primeira relação, uso de anticoncepcionais, homens não circuncidados, número de partos e outros, como o tabagismo.

O contágio se dá por contato direto, relação sexual, manipulação dos órgãos genitais ou contato com objetos ou roupas íntimas contaminados. Raramente, pode ocorrer contaminação vertical, isto é, da mãe para o filho, no momento do parto, ou ainda, em virgens.

Como na maioria das vezes a infecção pelo HPV não apresenta sintomas, para se diagnosticar a presença das lesões causadas pelo vírus no organismo deve ser feito exame ginecológico através da colposcopia e da citologia oncótica do colo do útero. Também, podem ser feitos testes de laboratório, por técnica de biologia molecular, onde são identificados os vírus e seus subtipos.

O tratamento é realizado com cauterização elétrica, química ou crioterápica ou intervenção cirúrgica. Em caso de reincidência das verrugas, os procedimentos devem ser repetidos. Como prevenção, consideram-se a abstinência sexual, a monogamia e o uso de preservativos, que, embora reduzam os riscos, não oferecem proteção total. Agora a vacinação entra também como uma aliada na profilaxia das infecções por HPV, causadas pelos sorotipos 6,11,16 e 18.

Laboratório de Patologia Clinica
Telefone: 3339.9010
Endereço: Av. Barbacena, 1.067
Horário de funcionamento: 6h às 19h


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