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Procedimento que salva e preserva vidas
Agilidade, capacitação técnica e integração são fatores fundamentais para o atendimento adequado e eficaz a pacientes que apresentam o quadro clínico repentinamente complicado, podendo evoluir para parada cardiorrespiratória. O tempo é crucial, pois, aliado a recursos apropriados e profissionais qualificados, pode contribuir para salvar vidas e reduzir seqüelas. Foi implantado esse ano, no Mater Dei, o Código Amarelo, que envolve equipe multidisciplinar cuja atuação é preventiva e traz bons resultados.
O nome Código Amarelo foi elaborado pela própria equipe, fazendo alusão à cor amarela do semáforo de trânsito que, quando acesa, sinaliza que o condutor deve ficar em situação de alerta.
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Parte dos integrantes da equipe atuante no Código Amarelo |
O objetivo do Código Amarelo é semelhante, ou seja, identificar previamente os pacientes que apresentam risco de ter uma parada cardiorrespiratória, antes que ela ocorra. Assim, com ações antecipadas, é possível evitar complicações.
Atuação precisa, em tempo hábil
A preocupação em se evitar morte súbita, mais comum em pacientes que estão em áreas não críticas, como CTI e Pronto-socorro, é uma constante em instituições hospitalares e tornou-se desafio global. Por isso, a partir de estudos e discussões médicas, foram criados nos melhores hospitais do mundo times de resposta rápida para atuar, de forma ágil, no restabelecimento de pacientes com potencial em desenvolver complicações diversas. Nesse contexto, todas as unidades do Mater Dei são equipadas com kits de emergência contendo materiais médicos e desfibriladores especiais.
Capacitação multidisciplinar
O sucesso das ações do Código Amarelo requer mobilização da enfermagem, que verifica os sinais e sintomas específicos, avaliando os níveis de criticidade e aciona a equipe clínica especializada, composta por médicos e enfermeiros intensivistas, que agem sob a coordenação dos médicos
Marcos Andrade, que gerencia o Depto. de Cardiologia e o CTI do Mater Dei, e Anselmo Dornas Moura, coordenador clínico do CTI.
A equipe de intensivistas é habilitada para atuar, em tempo integral, sobre todo e qualquer tipo de emergência que possa acontecer, atendendo também emergências domiciliares através do serviço de ambulância (3292-6000). De dentro do Hospital, é acionada através de fluxos bem definidos e padronizados, com qualidade certificada, que são dois:
- Código Amarelo: tem em vista prevenir casos de parada cardiorrespiratória e outras complicações. Portanto as ações são preventivas e evitam que o quadro clínico se agrave mais.
- Código Azul: desde 2004, é utilizado quando o quadro clínico agudo do paciente não pôde ser detectado precocemente e já está em ocorrência. Neste caso, os profissionais prestam os primeiros socorros ao paciente com parada cardiorrespiratória, realizando massagem cardíaca e assistência à função respiratória, fornecendo oxigênio aos pulmões.
“Agindo conforme os protocolos estabelecidos no Código Amarelo, muitas vezes, por antecedermos à ocorrência da parada cardiorrespiratória, eliminamos a necessi dade do Código Azul. A tendência, com o tempo, é que possamos diminuir cada vez mais a utilização do Código Azul, em função do maior emprego do Código Amarelo; o que vai de acordo com nosso propósito, que é prevenir as paradas sempre que possível e reduzir os danos causados”, explica o coordenador Marcos Andrade.
Para que a equipe esteja com qualificação sempre atualizada, periodicamente são realizadas reuniões científicas com participação dos integrantes, que também se aprimoram participando de cursos, congressos e outras atividades afins da área médica.


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