
A incontinência urinária é qualquer perda involuntária de urina e pode ocorrer em diversas fases da vida da mulher, aumentando a sua frequência com o avanço da idade. Impacta a qualidade de vida das pessoas, causando restrição social, sexual e familiar. Segundo especialistas da equipe de Uroginecologia do Mater Dei, sentimentos de vergonha, ou ideias pré-concebidas de achar que é normal pessoas idosas perderem o controle da urina, geralmente retardam o tratamento.
Os sintomas, causas e formas de tratar, são diversos. Portanto, o diagnóstico baseado na história, exame fisico e complementares é o primeiro fator de sucesso no tratamento. A pessoa pode perder urina ao tossir, espirrar, fazer exercicios, ou ser incapaz de segurar a urina até chegar ao banheiro, sentindo uma vontade emergente e incontrolável de urinar. Casos menos frequentes, mas não tão raros, são as incontinências causadas por ingestão de medicamentos, ou por uma lesão neurológica ou ortopédica.
A quantidade de urina perdida varia de algumas gotas até todo o volume armazenado na bexiga. Há fatores que predispõe ao aparecimento da incontinência, como como excesso de peso corporal, tabagismo, fraqueza da musculatura/ligamentos do perineo (estruturas que auxiliam a sustentação dos órgãos pélvicos), cistites, problemas na coluna (dependendo da localizacao podem afetar a inervação da bexiga), entre outros. Mas, todos podem ser trabalhados preventivamente. em toda pessoa que tem incontinência urinária tem queda na bexiga e vice-versa. Atualmente, vários são os tratamentos para a perda involuntária de urina, a mulher com esta queixa deve procurar um especialista que fará uma avaliação adequada e individualizada do melhor tratamento. Estes tratamentos vão desde uma cirurgia, hoje menos invasiva, mas não totalmente sem efeitos adversos, como também mudancas no estilo de vida, fisioterapia, medicamentos. É importante ter em mente que sempre o tratamento será individualizado e focado na melhora da qualidade de vida, fator que esta intimamente ligado a percepção que cada paciente tem do seu problema.
Responsáveis técnicas:
Márcia Salvador Géo
Ginecologista e Uroginecologista
CRM: 20099
Cláudia Laranjeira
Ginecologista e Uroginecologista
CRM: 28841
Karina Lana
Ginecologista e Uroginecologista
CRM: 39808
Rachel Silviano Brandão
Ginecologista e Uroginecologista
CRM: 23257