A Food and Drug Administration (FDA), órgão americano regulador da indústria de medicamentos, alimentos e cosméticos aprovou, em agosto, a utilização da toxina botulínica no tratamento de incontinência urinária em pacientes com doenças neurológicas, como por exemplo, esclerose múltipla. Segundo o FDA, estudos clínicos realizados com 691 pacientes com incontinência urinária devido à lesão medular ou esclerose múltipla, demonstraram que a aplicação da toxina botulínica pode diminuir o número de episódios com perda de urina por um período de nove meses.
Centro de Bloqueio Neuromuscular – Mater Dei
No Mater Dei, o Centro de Bloqueio Neuromuscular destinado à aplicação da toxina botulínica em tratamentos de doenças neuromusculares é composto por especialistas experientes que acompanham e discutem de forma multidisciplinar, os casos atendidos.
Sobre a toxina botulínica
O uso da toxina botulínica é muito difundido entre os médicos. Inicialmente, a toxina foi utilizada com finalidades estéticas. De acordo com o urologista Alexandre Menezes, do corpo clínico do Hospital Mater Dei, atualmente já é aplicada em tratamentos de alterações neurológicas, em casos de enxaquecas, e bexiga hiperativa (caracterizada pelas micções frequentes e perda do controle de segurar a urina). A ação da toxina botulínica realiza uma paralisia na musculatura em que é injetada. Esta paralisia é temporária, e o retorno da função muscular ocorre entre 5 e 9 meses. Por isso, há a necessidade de reaplicações frequentes. Geralmente as aplicações são realizadas com anestesia local.
Responsável técnico: Alexandre Menezes
Urologista
CRM: 23280