
O Ministério da Saúde está avaliando a possibilidade de substituição da vacina em gotas contra a paralisia infantil (poliomelite) pela injetável, aplicada no músculo. O órgão anunciou que está analisando a tecnologia, a relação custo x benefício, além do impacto epidemiológico, imunológico e logístico da mudança.
De acordo com o Ministério, a vacina injetável é mais segura porque é produzida com o vírus inativo. Na dose em gotas, produzida com o vírus vivo atenuado, há possibilidade de o vírus ser reativado dentro do organismo e causar a paralisia na criança. Embora seja mínima, a probabilidade existe. Ciente da importância da qualidade e segurança da imunização, o Serviço de Vacinação do Mater Dei sempre disponibilizou a vacina injetável aos seus pacientes.
Para que a mudança na forma de aplicação da vacina seja realizada na rede pública, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a erradicação da poliomielite no mundo. Apesar de no Brasil a doença já estar erradicada, há 26 países que ainda registram incidência.
Responsável técnico: Cleusa Maria Vieira Miguel
Médica Patologista
CRM 07815