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Aumento das fraturas do fêmur e do quadril requer atenção e cuidados preventivos
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Estudos científicos mostram que em média 47% das fraturas em idosos ocorrem na região superior do fêmur. Há uma tendência crescente estimulada pela elevação da expectativa de vida e consequente envelhecimento da população. “É um dano físico sério com forte potencial de se agravar e levar à embolia pulmonar, descompensação cardiopulmonar e infecções diversas em função de o paciente ficar acamado e em virtude do próprio trauma. Atualmente, nos EUA há 300 mil casos de fraturas por ano e com previsão de dobrar até 2040; no Brasil são 185 mil/ano. É grande a tendência de se tornar um problema mundial de saúde pública”, alerta o especialista João Wagner Junqueira Pellucci, coordenador do grupo de quadril do Mater Dei e professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.


90% das fraturas, na parte superior do fêmur, incidem em pessoas acima de 65 anos. E podem gerar de 6 a 11% de mortalidade no primeiro mês após a incidência, e de 14 a 30% no primeiro ano.


As fraturas de quadril e de fêmur ocorrem devido a traumas diversos, tendo como agravante a osteoporose (doença que enfraquece os ossos e predispõe o organismo a sofrer esse dano - veja mais sobre diagnóstico da osteoporose no final dessa notícia). E são classificadas em dois grupos distintos: o primeiro é o de traumas de baixo impacto, e o segundo os de alto impacto resultantes de acidentes veiculares e similares. Outros fatores de risco são os distúrbios posturais, alterações musculoesqueléticas, diminuição da capacidade visual e auditiva, ingestão de medicamentos que alteram a cognição, gerando desequilíbrio e quedas.

A prevenção se dá por meio do tratamento e controle da osteoporose associados a diversas medidas de cuidados, tais como: uso de calçado seguro, ter iluminação noturna nos ambientes, evitar encerar o piso dos ambientes, retirar tapetes, instalar barras de proteção e apoio, colocar proteções em quinas de móveis e evitar fios trançados e soltos nos espaços de convívio do idoso. Também é recomendável a prática de exercícios físicos que evitem a hipotrofia muscular na região dos membros inferiores.

“Para evitar complicações, o tratamento deve ser o mais precoce possível tão logo haja a estabilidade clínica do paciente. Praticamente, todas as fraturas do fêmur necessitarão de procedimento cirúrgico. Entretanto, a abordagem e técnica são definidas mediante tipo e localização da lesão, idade e estilo de vida do paciente. Essa conduta é fundamental para contribuir na recuperação do paciente”, explica Gustavus Lemos Ribeiro Melo, membro da equipe de ortopedia que passou um período de formação em renomado centro em Rochester (EUA), o Mayo Clinic. Na fase de recuperação, o CTI pode acelerar esse processo e, frequentemente, uma curta permanência no centro de terapia intensiva é desejável a fim de promover estabilidade, identificação e tratamento precoce de desvios fisiológicos ocorridos no pós-operatório.

Fraturas da pelve são comuns em jovens

As fraturas que acometem a região pélvica são em geral de alto impacto e mais frequentes em jovens, vítimas de traumas provocados por quedas de altura, atropelamentos e acidentes diversos, sendo os com veículos motorizados a terceira maior causa.

Gustavus Lemos esclarece “a ocorrência de hemorragias é a principal complicação das fraturas da pelve. Por isso, o processo terapêutico deve ser criterioso e a alternativa cirúrgica não é única, já que a definição dependerá das condições clínicas do paciente”.

Tratamento diferenciado favorece recuperação

No Mater Dei, tanto para as fraturas do fêmur quanto da pelve são empregadas técnicas minimamente invasivas. São realizados implantes modernos utilizando próteses de qualidade e de procedência segura, dotadas de diâmetros maiores que reduzem o risco de deslocamento na articulação. Os benefícios se refletem na assistência com o sucesso na recuperação dos pacientes, que voltam a andar e se reintegram às atividades cotidianas. Esses resultados também se devem à qualificação da equipe de especialistas que é experiente e hábil para atender à diversidade dos casos, também atualizada com novas práticas e evoluções da área. “Por exemplo, a artroscopia - técnica cirúrgica minimamente invasiva, que utiliza o artroscópio, é um procedimento recente e em desenvolvimento para tratar lesões ou alterações do quadril e do fêmur que podem levar à artrose precoce no adulto jovem. Nesses casos, a técnica é usada para fazer correções da deformidade”, acrescenta João Wagner.

 

Para agendar exame de densitometria óssea: (31) 3339-9800. Mais informações sobre o exame, acesse www.materdei.com.br/preparo

A densitometria óssea é um exame feito, frequentemente, para diagnóstico e acompanhamento de osteoporose e indicado para pessoas nas quais se suspeita de perda óssea. O método é não invasivo e indolor. No Mater Dei é feito em intervalos de 20 minutos e o laudo é entregue, de imediato, ao paciente. Atuam no serviço de densitometria, os especialistas Bruno Muzzi e Maria Letícia Leone.

A.Q.

 
 


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