
Doenças degenerativas da coluna, tal qual artrose e hérnia de disco, bem como tumores, fraturas e deformidades angulares como as escolioses, podem ser tratadas por técnicas minimamente invasivas, que proporcionam alívio dos sintomas e apresentam menos riscos. Os procedimentos são realizados a partir de pequenas incisões na pele e por isso oferecem menores riscos de infecções e recuperação mais rápida.
Uma nova técnica pioneira em Minas Gerais está disponível no Mater Dei: a epiduroscopia, que representa mais um avanço em tratamento minimamente invasivo. Associa uma fibra óptica a um cateter que serve de guia e permite a introdução e acesso a espaços antes inacessíveis, a não ser por cirurgia aberta (vide ilustração).
Este sistema é ligado a uma câmera de vídeo e um computador que permite à equipe médica visualizar e tratar em tempo real, assim como gravar e copiar a imagem em CD ou DVD e utilizar para posterior revisão e acompanhamento. “Através de endoscopia é possível acessar a parte interna da coluna utilizando-se um fibroscópio flexível que navega dentro do canal vertebral. Desta forma, aumentam-se as possibilidades de detecção de lesões e é aplicável também no tratamento de dor persistente após uma cirurgia da coluna lombar. Com tal recurso, é possível atuar no local exato da dor e todos os pontos da região lombar podem ser tratados. É indicada, ainda, para tratar fibrose (cicatrização anormal da coluna) no pós-operatório”, explica Charles Jermani (foto acima), neurocirurgião do Mater Dei com especialização em coluna vertebral. Outra vantagem é que este método pode ser associado a outras modalidades de tratamentos, tais como radiofreqüência, laser e injeção de medicamentos específicos a cada caso. Como resultado o paciente pode apresentar um alívio significativo da dor, logo após a cirurgia.
Aplicações
“As doenças degenerativas da coluna podem causar fortes dores e, muitas vezes, significativa limitação. Habitualmente, acometem pessoas entre 30 e 60 anos de idade, gerando um impacto significativo em diversos aspectos, o que compromete inclusive a atuação profissional, por se tratar de uma faixa etária produtiva”, destaca Luiz Cláudio Moura França (foto a dir.), ortopedista especializado em cirurgia da coluna. Ele conta que, na maioria das vezes, é possível realizar tratamentos com medicação, reabilitação e mudança de hábitos inadequados. Mas, em alguns casos em que esses recursos já não são mais eficazes, verifica-se a necessidade de adotar procedimentos cirúrgicos.
As técnicas terapêuticas, minimamente invasivas, representam um leque de possibilidades que abrange desde o tratamento das dores geradas por compressões e inflamações das raízes nervosas da coluna, até aquelas utilizadas para colher amostras de tumor, quando localizado na vértebra. São aplicáveis também para tratar as fraturas causadas por osteoporose ou tumores, nos diagnósticos por biópsias e no reforço da vértebra por meio da colocação de cimento ósseo (vertebroplastia percutânea). Nesse contexto são usadas diversas técnicas, como as guiadas por fluoroscopia (raio X contínuo), por tomografia computadorizada ou ambas associadas, conforme indicação precisa de um ortopedista, neurocirurgião ou radiologista intervencionista. A vertebroplastia percutânea é realizada no Mater Dei pelo neuro-radiologista Uédson Tazzinafo, também coordenador da Ressonância Magnética do Hospital, e por Ricardo Miguel Freitas, radiologista intervencionista com experiência em tratamento percutâneo de lesões da coluna vertebral, que destaca: “é um procedimento de grande alívio no tratamento da dor persistente decorrente de fraturas vertebrais osteoporóticas ou de tumores malignos. Os pacientes submetidos a este tratamento têm alívio imediato e duradouro da dor, permitindo até mesmo a suspensão do uso de colete e de medicamentos analgésicos”.
Vale ressaltar que essas técnicas são aplicáveis em casos específicos, a partir de uma criteriosa avaliação médica feita por especialista, com experiência em doenças da coluna vertebral.
Mais informações: (31) 3339-9184 / 3339-9197.
Orientações
A prevenção é fator muito importante para evitar doenças da coluna. Hábitos saudáveis contribuem para evitar tais enfermidades ou para favorecer o tratamento. Portanto, são cuidados essenciais: a adoção de alimentação saudável, postura física correta no dia-a-dia, atividade física regular e controle de peso corporal, evitando a obesidade. Ainda, segundo o ortopedista Luiz Cláudio França, os efeitos do cigarro agem de forma negativa na nutrição do disco intervertebral. Desta forma, o fumante tem maior possibilidade de desenvolver doenças da coluna vertebral, assim como ter pior resultado em eventual tratamento cirúrgico