O ultra-som intra-operatório, além de ter funcionalidade igual a do convencional, é capaz de agir internamente, detectando lesões e tumores mínimos, apontando a localização exata e auxiliando procedimentos cirúrgicos. Em contato direto com o órgão alvo de tratamento, sem oferecer complicações. Segundo o especialista em cirurgia oncológica, Gustavo Jacob, essa tecnologia, oferecida no Mater Dei, é pioneira em Minas Gerais e está disponível em poucos lugares do país.
Uma das mais importantes aplicações desse ultra-som é que atua como auxiliar em cirurgias laparoscópicas, procedi¬mentos minimamente invasivos em que são feitos pequenos cortes sobre a pele e introduzidos mini instrumentos no abdômen, guiados por vídeo. O ultra-som distingue-se por ser uma pequena sonda em forma de endos¬cópio, capaz de entrar por um desses orifícios, tocar nos órgãos e mostrar a imagem no monitor, evidencia a característica anatômica, orientando e suprindo a ausência do tato pelo cirurgião.
O equipamento tem a função complementar para diagnósticos feitos previamente ao procedimento cirúrgico. Mostra o local exato da lesão ou tumor e, assim, norteia as decisões da equipe médica. “Com este recurso é possível realizar uma cirurgia menos invasiva, com mais segu¬rança, conforto e precisão. Possibilita ao cirurgião conhecer melhor a anatomia do órgão no momento da operação, o que garante mais segurança ao paciente”, ressalta Gustavo Jacob.