Cirurgia para obesidade
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Hoje, a obesidade já é considerada uma questão de saúde pública tanto pelo Ministério da Saúde, quanto pelas diretrizes da Organização Mundial de Saúde. O termo obesidade mórbida foi adotado pela medicina moderna para identificar pessoas com grande excesso de peso, ou índice de massa corpórea acima de 40.

Vários fatores contribuem para a causa dessa doença como a hereditariedade (histórico familiar e aspectos genéticos); maus hábitos de vida em que se destacam o sedentarismo, a ingestão acentuada de alimentos com elevado teor calórico e, ainda, questões ambientais, sociais, econômicas e até mesmo culturais.
Marcus Martins da Costa e Marcelo Farah, especialistas em cirurgia geral

“Raramente outras patologias hormonais como as da tireóide, da hipófise e a Síndrome de Cushing, que acarreta produção excessiva de corticóide, podem ocasionar obesidade. Estudos mostram que essas causas hormonais não representam sequer um por cento de todos os casos”, esclarece Marcelo Farah, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica.

Técnicas e tratamentos

As obesidades mais severas como a tipo II e a III (veja quadro 2), com fatores de risco associados – hipertensão, diabetes e artroses, por exemplo – são as mais indicadas para o tratamento cirúrgico. Outros fatores como idade superior a 18 anos; obesidade estável há pelo menos cinco anos, associada a dois anos de acompanhamento clínico sem sucesso e condições psíquicas favoráveis também são determinantes para os bons resultados. O objetivo da cirurgia é atingir: redução de cerca de 40% da
O cirurgião geral e angiologista, Marcelo Girundi

massa corporal, poucos efeitos colaterais e, em torno de 90% dos casos, a perda de peso é mantida ao longo dos anos. “Os riscos do procedimento, tal como ele é realizado no Mater Dei, são muito baixos. O índice de mortalidade é de 0,5%, o que é inerente a qualquer intervenção cirúrgica”, avalia Marcus Martins, cirurgião geral e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica (regional Minas Gerais), cuja equipe já operou mais de 3,5 mil casos.

Ele também adverte sobre os cuidados a serem tomados para o sucesso do tratamento, que estão relacionados a um diagnóstico preciso, para o qual o paciente é avaliado por uma equipe multidisciplinar composta por médicos, psicólogos, nutricionistas, e submetido a criteriosos exames sanguíneos e cardiológicos.

Como é feita a cirurgia

O preparo para a cirurgia consiste em orientações, envolvendo os familiares, além de, em algumas ocasiões, ser necessária a perda parcial de peso no pré-operatório, no intuito de melhorar as condições clínicas para o procedimento cirúrgico. Isto pode ser alcançado com a utilização de medicamentos, internação em spas ou utilização de um balão intragástrico de silicone (veja ilustração 1). A reeducação alimentar soma-se a este preparo e tem grande importância.
Ilustração 1 - Balão intragástrico de silicone introduzido no estomâgo

Marcelo Girundi, atuante em outra equipe do Hospital, especialista em cirurgia bariátrica e membro da Federação Internacional de Cirurgia para Obesidade, explica as três técnicas mais modernas para se operar o paciente obeso: “há as restritivas, que diminuem o tamanho do estômago funcional; as disabsortivas, que reduzem a capacidade de o organismo absorver alimentos, ao criar desvios no intestino; e as combinadas, que fazem uso das duas técnicas em proporções diferentes, de acordo com a necessidade de cada quadro”. No Mater Dei, todas elas podem ser realizadas por laparoscopia, método pouco agressivo e de fácil recuperação. As operações mais usadas no mundo atualmente, consistem em criar um novo e pequeno estômago, um reservatório gástrico (2), onde o alimento chega após ter passado pelo esôfago (1).Parte do intestino (3) é deslocada e ligada a esse reservatório, local em que é afixado o anel de silicone (4) – responsável por diminuir o esvaziamento em direção ao intestino, permitindo maior sensação desaciedade por possibilitar que o alimento seja digerido mais lentamente –. A parte maior do estômago (5) é isolada, mas não se torna inutilizada, continua produzindo suco gástrico, sendo ligada ao intestino na parte inferior (6) para que contribua no processo digestivo. Desta forma, tanto o estômago, como o segmento de intestino desviado, não são retirados do organismo, apenas isolados do contato com os alimentos, diminuindo a absorção e resultando na esperada perda de peso (veja ilustração 2).

Diferenciais

O Hospital Mater Dei, além dos recursos humanos qualificados, é capaz de oferecer a melhor estrutura física, tecnológica e de pessoal: mesa cirúrgica e cama apropriada para comportar grandes obesos, proporcionando conforto e praticidade; respirador mais potente e que comporta maior aporte de oxigênio; instrumentos cirúrgicos específicos e adequados; serviço de endoscopia para atender intercorrências em plantão de 24h/dia e sete dias/semana; uso de meias elásticas especiais para evitar tromboses e embolia pulmonar; e equipe experiente e altamente capacitada. Ainda, reuniões gratuitas e abertas ao público são realizadas, mensalmente, para discussão sobre a obesidade e as formas mais modernas e eficientes de tratá-la.
Ilustração 2 - Cirurgia Bariátrica
 
 


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