Ressonância Magnética para o coração: mais uma aliada dos pacientes cardíacos
01/02/2007
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Maria Helena, na moderna sala de laudos da Ressonância Magnética do Mater Dei
Maria Helena, na moderna sala de laudos da Ressonância Magnética do Mater Dei
A ressonância magnética (RM) é um exame que não emite radiações ionizantes e, por isso, praticamente não apresenta contra-indicações. Permite visualização completa do corpo humano, já que aumenta o contraste existente entre os vários tecidos do corpo, sejam eles musculares, ósseos ou sanguíneos. O Mater Dei já contava com uma equipe de porte, capacitada para atuar em todas as áreas médicas. Entretanto, complementando ainda mais o serviço, está disponível também a ressonância específica para o aparelho cardíaco, que está a cargo da cardiologista, especia lista em imagem cardíaca, Maria Helena Albernaz Siqueira. “Assim, os pacientes cardíacos passam a contar com uma estrutura ainda mais completa, compatível com os mais altos padrões de qualidade do mundo”, constata ela.
De acordo com a especialista, as duas principais indicações da RM cardíaca são para pacientes pós-infartados e os com suspeita de isquemia. Nos primeiro caso, o exame permite ao médico avaliar a viabilidade miocárdica, ou seja, quanto do músculo cardíaco foi comprometido, e o que permanece saudável, após o infarto. Nessa avaliação, é injetado um tipo de contrate sem iodo, o gadolíneo, para identificar a área afetada, com fibrose (onde houve a substituição do músculo cardíaco por tecido fibrótico ou cicatricial), que fica realçada. Essa técnica é chamada de realce tardio. Com a dimensão exata da parte fibrosada, otimizam-se intervenções e tratamentos a serem feitos, “impedindo que o paciente seja submetido a procedimentos que trarão poucos benefícios e, muitas vezes, riscos”, avalia Maria Helena.
Já para a segunda indicação, realiza-se a ressonância no paciente sob estresse induzido, para diagnosticar os casos de isquemia cardíaca. A indução é feita com a aplicação de medicamento (dipiridamol), que vai fazer com que o coração necessite de um aporte/volume maior de oxigenação, simulando o que acontece quando o corpo está sob estresse real. O coração isquêmico tem dificuldades de responder a essa demanda por oxigênio, o que é visto no exame. O dipiridamol, ainda, oferece baixo risco de alergia e intolerâncias.
Não devem ser submetidos à RM pacientes portadores de marcapasso, desfibriladores implantados (CDI), com clipes cerebrais, implantes cocleares e fragmentos metálicos nos olhos. Em relação à ressonância de estresse, a contra-indicação é para pacientes com angina instável, ou alérgicos ao dipiridamol. “Entretanto, a indicação de um profissional capacitado e experiente é sempre necessária para a realização do exame”, reforça a especialista.
Para marcação de exames e informações, o telefone é (31) 3339.9999 /3339-9100.
Outras indicações para o exame de ressonância magnética cardíaca:
• Identificação de tumores originários do próprio coração, ou advindos de metástases. Com a RM, é possível determinar, inclusive, se a área afetada está restrita ao coração, ou se houve invasão para órgãos próximos;
• Informações precisas da anatomia cardiovascular, essenciais para o planejamento cirúrgico;
• Displasia arritmogênica do ventrículo direito;
• Pericardite, ou doença do pericárdio;
• Avaliação de más formações congênitas simples e complexas;
• Detecção miocardites, que são doenças inflamatórias, normalmente causada por vírus;
• Doenças das válvulas cardíacas;
• Diagnóstico de diversas patologias como miocárdio não compactado, amiloidose, sarcoidose e miocardiopatias idiopáticas;
• Cardiomiopatias hipertróficas primárias e secundárias.