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Cirurgia de mão é importante na prevenção de deformidades
01/04/2005
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A cirurgia de mão é uma especialidade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina e outros órgãos relacionados a área. Como hospital geral, o Mater Dei, conta também com uma equipe de profissionais capacitados, com formação multidisciplinar, que integram essa especialidade disponível no seu pronto-socorro, durante 24 horas, para atendimento de urgências e emergências.

De acordo com os médicos, a cirurgia de mão está relacionada aos aspectos funcionais da mão. A atuação do profissional ocorre em casos de traumas, queimaduras, deformidades congênitas ou adquiridas, ocasionadas por doenças degenerativas. “A intervenção do cirurgião no momento oportuno pode ajudar na prevenção de doenças como as artrites reumatóides ou no atendimento a lesões graves já ocorridas, traumáticas ou não como reimplantes de dedos ou da mão”, explica Robert Bicalho, coordenador da equipe, que é ortopedista e especialista em cirurgia de mão.

Andréa Dorofeeff, cirurgiã plástica que integra a equipe de profissionais da cirurgia de mão, destaca que o profissional dessa especialidade está preparado, também, para fazer o diagnóstico de dores de origem obscura nas mãos, punhos e membros superiores. “É muito comum encontramos pessoas com problemas sem um diagnóstico preciso e que acabam evoluindo para uma incapacitação de atividades no trabalho. Para a maioria dos casos existem tratamentos efetivos e que nem sempre necessitam de
cirurgias”.

Os médicos aconselham que pessoas que mantêm juntas e tendões inflamados, mesmo após sucessivos tratamentos clínicos, devem se submeter a avaliação de um cirurgião de mão para análise de tratamento cirúrgico. “As artrites reumatóides podem ocorrer em pessoas de todas as idades. Ao contrário do que se imagina, a retirada da membrana inflamada da articulação e tendões – quando realizada no período certo, previne a ruptura dos tendões, os desgaste ósseos e o desenvolvimento de deformidades”.

Reimplante

“O reimplante é uma cirurgia de alta complexidade, exige uma equipe capacitada, formada por cirurgiões de mão, treinados em micro cirurgias, pois as estruturas a serem reparadas têm tamanhos que podem ser quase invisíveis aos olhos”, afirmam os médicos. Na equipe do Mater Dei a formação dos profissionais é multidisciplinar e possibilita uma atuação mais eficaz.

Segundo os cirurgiões, o reimplante, muitas vezes, devolve uma função satisfatória da mão ao paciente, que antes tinha apenas a expectativa de ter que conviver com a perda. “O reimplante pode ser tentado quando as estruturas a serem reparadas ainda apresentam as condições necessárias. Para isso, é importante que o membro não tenha sido esmagado ou lacerado, haja uma manutenção dessa integridade e se faça o resfriamento da parte amputada.

Conservação e transporte

Os especialistas orientam que a conservação do membro amputado deve seguir algumas diretrizes, para que se possa fazer um reimplante com resultado satisfatório para o paciente. O membro amputado deve ser imediatamente resfriado sem contato direto com a água.

“Se possível, lavar a parte amputada com soro fisiológico e colocar em saco plástico vedado e seco. Não se deve adicionar soro ao saco. Em caso de dúvidas na hora da vedação, adicionar um segundo saco plástico e imergir o saco bem vedado, contendo o membro, em um recipiente com água e gelo. Se o gelo derreter, acrescentar novos cubos para manter a água sempre resfriada”, recomenda Andréa Dorofeeff.

“O ideal é que o membro chegue ao hospital com até seis horas de conservação após o trauma. A boa conservação prévia, a intensidade do trauma original e o tempo decorrido são fundamentais para o sucesso da cirurgia, determinando também o grau de recuperação funcional futuras do membro”, assegura o coordenador da equipe.

A importância dessa especialidade — que exige formação mínima de três anos e prova para obtenção do título de especialista — é que o trabalho do profissional não somente corrige o problema, mas também faz a prevenção. A equipe de cirurgia de mão conta também com os especialistas Evandro Ruas, Antônio Eduardo Pereira Morato, Mário Márcio da Mata Lopes e Afrânio Donato de Freitas.
 
 


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