Em um estudo amplo com mais de 10.000 mulheres publicado em 2002, encontrou-se cerca de 26% de ruptura em 4 anos, 47% de ruptura em 10 anos e 69% em 18 anos. Na atualidade, estes índices provavelmente são menores.
O silicone extravasado devido a ruptura da prótese pode ir para os linfonodos axilares e para o fígado, mas isto não é frequente. Pode também ser confundido com tumores na mama, ou até dificultar o diagnóstico de um. Mas ele, por si só, não traz consequências sistêmicas para o organismo da paciente e nem aumenta o risco de câncer de mama.
O índice de ruptura no tipo de prótese PIP foi muito superior ao encontrado com as outras próteses existentes no mercado (cerca de 7 vezes maior), o que levou a uma investigação sobre o material que estava sendo empregado na sua fabricação.
Existem suspeitas de que alguns produtos não aprovados para uso em seres humanos possam estar na composição destas próteses. Estes produtos, utilizados na produção industrial de borracha e de óleo, não foram testados e é possível que eles possam estar, de alguma forma, associados aos problemas relatados com as próteses PIP.
Henrique Moraes Salvador Silva
Mastologista, Ginecologista e Obstetra
CRM-MG: 15404
Gabriela Ramos Alves
Mastologista
CRM-MG: 44987