
Cálculos renais são pedras que se formam no trato urinário, geralmente no rim. Quando o cálculo está parado no rim não gera nenhum sintoma, mas quando se desloca, principalmente para a bexiga, causa a cólica renal (crises renais). A infecção urinária é outro sintoma que pode sinalizar a presença de cálculos renais no paciente, mas isso deve ser devidamente avaliado por um especialista, assim como dor lombar ou cólica sem causa esclarecida. Há também momentos em que o cálculo não causa sintomas, o que dificulta sua descoberta e adia seu tratamento.
Os cálculos são mais prevalentes nos homens, embora não haja uma causa definida que justifique essa incidência. Como a existência de cálculos nos rins pode ter diversos motivos, na maioria das vezes não há como precisar a causa exata do seu surgimento. Contudo, normalmente as pessoas que ingerem pouco líquido e seguem maus hábitos alimentares são mais suscetíveis a desenvolver o cálculo. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia, a pessoa que já teve cálculo renal tem mais tendência à formação de novos cálculos dentro de cinco a dez anos. Por isso a importância de dar continuidade aos bons hábitos alimentares, aos exercícios físicos e à hidratação diária.
A prevenção para a formação de cálculos renais baseia-se em costumes simples e diários: beber muito líquido (água ou suco), ingerir frutas que possuem bastante líquido, como a melancia, além de frutas cítricas, como o abacaxi, o limão, o maracujá e outras. Além disso, deve-se evitar excesso de sal e proteínas de um modo geral. Uma forma de analisar se a pessoa segue corretamente as dicas é observar a urina. O correto, na saúde de cada pessoa, é urinar de 1,5L a 2L por dia. Dificilmente isso pode ser medido, mas basta notar se a urina está clara, quase transparente. Esse é um bom sinal do funcionamento dos rins e também de hidratação do corpo.
Não existe nenhum estudo que comprove a eficácia do uso de ervas ou chás que supostamente provoquem a quebra do cálculo, como o “quebra-pedra”. Ainda sim, o uso dessas substâncias não é contra indicado, já que ao tomar chás o paciente aumenta a ingestão de líquidos. Também não há comprovação de que alimentos como tomate, leite ou água mineral estejam associados à formação do cálculo. Por esse motivo, não há impedimentos para o consumo desses alimentos.
Os cálculos pequenos, com menos de cinco milímetros e estão parados no rim, não precisam ser tratados. Eles costumam ser eliminados naturalmente. Já para o cálculo um pouco maior que ainda está no rim, é realizada uma técnica de impactos na região lombar, onde uma bolha de água é pressionada, com o objetivo de fragmentar o cálculo até que ele fique menor e seja expelido sem o uso de nenhum procedimento cirúrgico. O cálculo que causa cólica renal geralmente se encontra no ureter. Para esse cálculo o tratamento é feito através de endoscopia urinária. Esses dois tratamentos são considerados os mais comuns, podendo o paciente retornar às suas atividades brevemente. À medida que aumenta a complexidade, surgem outros tratamentos, normalmente cirúrgicos.
Por meio dos tratamentos menos invasivos e mais simples, o paciente terá menos desconforto possível. Contudo, após a realização de determinada técnica, alguns sintomas são freqüentes no dia do procedimento, como dores na região lombar, pequenas escoriações e cólicas ao eliminar o cálculo. O Hospital Mater Dei tem uma estrutura pronta para tratar qualquer tipo de desconforto ou complicação, além de disponibilizar vários tipos de tratamento para cálculo renal, obtendo excelentes resultados.
Bruno Mello Santos
Urologista
CRM-MG: 34318