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Evolução dos exames de mamografia
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Em 1985, ano de fundação da Unidade de Mastologia do Hospital Mater Dei, o estudioso em exames da mama Lazlo Tábar, publicou um trabalho científico com quase 135 mil mulheres suecas entre 40 anos e 79 anos de idade, sem queixas mamárias, que se submeteram ao exame de mamografia de rotina, e demonstrou que houve uma redução de 31% na mortalidade daquelas pacientes diagnosticadas com câncer de mama. Nesta época, os grandes serviços já se equipavam com mamógrafos mais modernos, e neste mesmo ano o Mater Dei inaugurou seu Setor de Mamografia, contando hoje com duas unidades.
 
A aquisição de um dispositivo, pelo Hospital, que permite a localização tridimensional computadorizada de lesões não palpáveis (estereotaxia), são muito utilizados até hoje, auxiliando o médico nas cirurgias de pequenos tumores de mama. Até o ano 2000, estas marcações eram realizadas através da introdução de um fio metálico no interior da lesão, a partir daí, iniciou-se a marcação por ROLL (localização de lesão oculta radioguiada, em inglês). É um método mais rápido, seguro, menos incômodo para a paciente, além de mais preciso, que substitui o fio metálico por um radiotraçador (marcador radioativo) chamado Tecnécio.
 
Prosseguindo essa evolução, na década de 90 iniciou-se o desenvolvimento da digitalização da imagem mamográfica, até que surgiram os primeiros equipamentos digitais, o que tem permitido uma imagem mais nítida, com possibilidade de manuseio, melhora de contraste, ampliação, levando a uma maior eficácia diagnóstica, particularmente em mamas densas e abaixo de 50 anos de idade.
 
Como tudo em medicina, esta também é uma área dinâmica e novidades estarão acessíveis às mulheres em um futuro próximo. Imagens em múltiplos cortes e três dimensões, como a tomossíntese, e a mamografia com injeção de contraste, estarão disponíveis no futuro.
 
Nenhum exame de imagem tem a capacidade de evitar o câncer. A mamografia de rastreamento, no entanto, cria a oportunidade do diagnóstico precoce da doença, ou seja, a detecção do câncer quando ainda pequeno e com maior chance de cura.
 
Responsável técnico: Maria Letícia Leone Rocha
Mastologista
CRM: 29286